Hospital de Beja realizou primeiro implante de pacemaker biventricular no Alentejo

Hospital de Beja realizou primeiro implante de pacemaker biventricular no Alentejo

O Hospital de Beja realizou o primeiro implante de pacemaker biventricular do Alentejo e, desse modo, segundo explicou o médico cardiologista Luís Moura Duarte, “os doentes da região que sofram desta patologia altamente incapacitante” poderão ser tratados no hospital “sem necessidade de ser transferidos para outras unidades mais distantes”.
O pacemaker biventricular é um dispositivo de ressincronização, utilizado no tratamento de doentes com insuficiência cardíaca que sofram também de dessincronia ventricular. Ou seja, trata-se de um tratamento para pessoas cujos ventrículos não efectuam os batimentos de forma sincronizada.
“O primeiro implante de um pacemaker biventricular marca uma nova etapa da arritmologia no Alentejo”, destaca Moura Duarte, que revela também o facto de as consultas de revisão deste dispositivos poderem agora ser realizadas no serviço de pacing em Beja. Uma alteração que, acrescenta, permitirá “uma maior comodidade para os doentes e seus familiares” – “E uma redução de custos acentuada, no que toca ao transporte e acompanhamento dos pacientes”, explica.
A terapia de ressincronização cardíaca através do implante de um pacemaker biventricular é uma das formas de tratamento da insuficiência cardíaca moderada a severa. Através da colocação deste dispositivo, os ventrículos passam a produzir novamente batimentos de forma sincronizada e a bombear o sangue de forma eficiente para todo o corpo, melhorando a qualidade de vida dos doentes, reduzindo sintomas da doença, número de hospitalizações e evitando mesmo a morte.
Refira-se que todos os anos, só na Europa, são diagnosticados mais de 600 mil casos de insuficiência cardíaca, uma doença cujo risco aumenta com a idade. Calcula-se que mil em cada 100 mil pessoas acima dos 65 anos sofram desta patologia altamente incapacitante.

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Correio Alentejo

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