Grândola instala sistema inovador de videovigilância para detectar e apoiar combate a incêndios

Grândola instala sistema inovador de videovigilância para detectar e apoiar combate a incêndios

Um sistema inovador de videovigilância para detectar e apoiar o combate a incêndios florestais vai ser testado em Grândola, através de uma câmara, montada num posto de vigia, que transmite o alarme para a central.
“É um sistema de videovigilância florestal que tem como base a detecção de incêndios florestais” e “ainda não foi experimentado em Portugal”, realçou à Agência Lusa Ricardo Campaniço, vereador da Protecção Civil no município de Grândola.
Este projecto-piloto de protecção e defesa da floresta, fileira com grande importância económica no concelho alentejano de Grândola, já está implementado e o seu funcionamento vai ser atestado, no terreno, durante a época de incêndios deste ano.
O sistema é apresentado publicamente esta quarta-feira, às 16h00, numa sessão nos Paços do Concelho, no âmbito da 6.ª Semana da Protecção Civil, que está a decorrer em Grândola, até ao próximo sábado.
Trata-se de uma “solução diferenciadora”, que permite “supervisionar zonas geográficas muito extensas em cenário de escassez de meios humanos” e que aumenta e complementa os programas de combate já existentes, afiança o município.
“A grande mais valia deste sistema, que pretendemos ver na prática se funciona, é a detecção imediata de um incêndio florestal em sítios de difícil acesso, em zonas desertificadas e de serra”, disse o vereador.
Para esta experiência, explicou, foi instalada uma câmara num posto de vigia na serra de Grândola, a qual “comunica directamente com a central”, seja nos bombeiros locais, seja nos serviços municipais de protecção civil.
“A câmara detecta um incêndio ao fazer um contraste de imagens, comparando entre as que está a captar com as anteriores. Depois, comunica para a central, que avança com todo o processo de alarme”, referiu.
Segundo Ricardo Campaniço, para a apresentação deste sistema foram convidadas entidades envolvidas na prevenção e combate aos fogos florestais, como os bombeiros, GNR, produtores florestais e associações representativas da fileira.
Se o projecto se revelar, efectivamente, como, “uma mais valia evidente” para a protecção e prevenção de incêndios florestais, poderão estar “reunidas as condições” para que particulares ou entidades públicas o decidam utilizar.
O vereador realçou ainda o interesse do projecto num concelho que possui “um potencial enorme” e um “património único” em termos agro-florestais.
“Produz-se aqui uma das melhores cortiças do mundo” e, em conjunto com Alcácer do Sal, o concelho tem “a maior mancha de pinhal manso da Europa”, lembrou.

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Correio Alentejo

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