Ex-governador civil Manuel Masseno recorda última passagem do FMI por Portugal

Ex-governador civil Manuel Masseno recorda última passagem do FMI por Portugal

Verão de 1983, dia 9 de Agosto. Mário Soares, então a liderar um governo de coligação entre PS e PSD (com o social-democrata Carlos Mota Pinto como vice-primeiro-ministro e Êrnani Lopes a liderar a pasta das Finanças), assinava em Lisboa, em nome de Portugal, um novo acordo financeiro com uma delegação do Fundo Monetário Internacional (FMI) para ajudar a sanar as contas nacionais, gravemente afectadas pela crise internacional do petróleo e pela exagerada revalorização do escudo.
Era a segunda vez no espaço de apenas seis anos que o FMI dava a “mão” a Portugal e em Beja, onde um mês antes tinha assumido o cargo de governador civil, Manuel Masseno era espectador privilegiado e atento da difícil situação económica do país.
“Lembro-me relativamente bem desse tempo, mas havia muito menos barulho que agora. Não era coisa que nos preocupasse de sobremaneira. Aliás, a maior parte das pessoas nem deram por isso”, recorda ao “CA” Masseno, hoje com 74 anos de vida.
“Bom, esta é a ideia que tenho, que já se passaram 20 e muitos anos”, acrescenta.
Para ser mais preciso, passaram-se exactamente 27 anos e oitos meses. Mas apesar da distância temporal, poucas dúvidas restam a Manuel Masseno sobre a necessidade que o país tinha então de apoio exterior.
“Nessa altura, foi uma ajuda “indispensável e bem feita. Porque recuperámos rapidamente! Ao fim de três anos a situação estava normalizada e em 1986 assinámos a nossa entrada na CEE. É que eles não deixavam entrar a gente sem as contas em dia. E [as contas de Portugal] estavam em dia”, recorda.

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Correio Alentejo

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