Empresário holandês constrói central de biomassa em Ferreira do Alentejo

Empresário holandês constrói central de biomassa em Ferreira do Alentejo

Um problema ambiental que se tornou numa boa oportunidade de negócio! Esta foi a conclusão do empresário holandês Paulus Heemskerk, que através da sua empresa “Casa Alta” investiu perto de 25 milhões de euros em Ferreira do Alentejo na construção da mais moderna central de biomassa da Península Ibérica para aproveitamento do bagaço de azeitona.
Este projecto “surgiu pelos muitos hectares de olival que passaram a existir no Alentejo, pelo significativo número de lagares no concelho e, também, pelas condições que o Parque Industrial do Penique possibilita”, explicou o empresário na edição de Dezembro do “Jornal de Ferreira”, editado pela autarquia local, revelando igualmente que as duas primeiras fases do investimento, já concluídas, estão avaliadas em 25 milhões de euros e permitiram a criação de 25 novos postos de trabalho, número que pode duplicar dentro de três ou quatro anos.
A nova central possui uma área total de 17 hectares, “dos quais 9.000 metros quadrados são cobertos”, e desde o início da campanha, em Outubro de 2010, que está a fazer a recolha e secagem do bagaço de azeitona, tendo capacidade para secar até 800 toneladas de bagaço húmido por dia.
“A previsão para o primeiro ano é de receber aproximadamente 120 mil toneladas de bagaço húmido, um número que iremos aumentar significativamente em anos posteriores”, sublinhou Paulus Heemskerk.
A segunda fase do projecto arrancou este ano, em Janeiro, e contempla a granulação do bagaço seco e extracção de óleo do mesmo. Já a terceira fase ainda não tem data de arranque previsto e pretende utilizar o bagaço seco sem óleo como biomassa para a produção de electricidade.
Esta fase posterior do projecto “deve ser complementada com a introdução de outras matérias como poda das oliveiras e das vinhas, que podemos misturar com o referido bagaço”, acrescentou o empresário holandês, garantindo que a produção de electricidade na central pode começar dentro de “aproximadamente dois anos”.

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Correio Alentejo

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