O relatório realizado por empresa independente conclui que as vibrações nas habitações de Aljustrel resultantes das atividades na mina estão abaixo dos valores legalmente definidos. Os valores registados provêm dos seis sismógrafos instalados em diferentes localizações da vila.
De acordo com o relatório elaborado pela empresa Applus+ para a concessionária ALMINA – Minas do Alentejo, S.A., a que o “CA” teve acesso, entre os dias 15 e 19 de dezembro de 2025 foram instalados seis sismógrafos, para uma campanha de monitorização às vibrações.
Os equipamentos, de leitura contínua, foram instalados em locais que já se encontram a ser monitorizados por sismógrafos da própria ALMINA, “com o intuito de validação comparativa”.
A iniciativa visou medir os valores de velocidade máxima de vibração resultados dos “disparos”, tendo em conta a norma portuguesa NP 2074:2015, que estabelece a monitorização obrigatória, os critérios técnicos de avaliação das vibrações impulsivas e a sua influência em estruturas, para “prevenir danos provocados por atividades como desmontes com explosivos ou cravação de estacas”.
O documento indica que, tanto nos equipamentos da ALMINA como nos da Applus+, apenas se verificou uma velocidade de pico (PPV) superior a 0.5 mm/s em três dos locais monitorizados, nomeadamente na chaminé ‘CPV6’, nas Oficinas da Cimertex e na zona da Estação.
“É de salientar também que a chaminé ‘CPV6’ se encontra dentro das instalações da mina, pelo que já seriam expectáveis valores ligeiramente superiores, ainda que dentro dos limites da norma”, frisa o relatório.
O documento acrescenta que, “considerando os valores observados pelos equipamentos instalados”, todos os eventos “se encontram abaixo do definido pela NP 2074:2015, estando assim em concordância” com a legislação em vigor.
O documento acrescenta que, “considerando os valores observados pelos equipamentos instalados”, todos os eventos “se encontram abaixo do definido pela NP 2074:2015, estando assim em concordância” com a legislação em vigor.
“Conclui-se que não se verificam indicadores de dano nas edificações monitorizadas, provocados pelas vibrações provenientes das atividades mineiras nas zonas em estudo”, remata o relatório.
A par da campanha de monitorização às vibrações provocadas pelas atividades de desmonte na mina, a ALMINA está também a avaliar a fissuração existente em alguns edifícios nas imediações da exploração mineira, “com o intuito de acompanhar estas patologias para posterior avaliação e aferição de forma a saber se estas poderão ser provocadas pelas atividades de desenvolvimento mineiro em Aljustrel”.
A campanha de monitorização, cujo relatório de instrumentação geotécnica o “CA” consultou, está igualmente a ser dinamizada pela empresa Applus+, que instalou, entre 16 e 18 de dezembro de 2025, um total de 69 fissurómetros, de leitura manual, em 13 edifícios da vila, “em locais onde as ditas patologias já haviam sido identificadas”.
Segundo a empresa, a monitorização vai ser realizada mensalmente, por um “período mínimo de 12 meses”.
“Este procedimento garante a fiabilidade e comparabilidade das leituras futuras, permitindo a monitorização da evolução das fissuras, quer em termos de abertura, quer de eventuais deslocamentos relativos”, explica o documento.
A empresa acrescenta que “a informação recolhida permitirá caracterizar a evolução temporal das patologias identificadas e constituirá um suporte técnico fundamental para a avaliação da sua eventual relação com as atividades de desenvolvimento mineiro”.
Deste modo, conclui, “considera-se que estão reunidas as condições técnicas necessárias para o acompanhamento sistemático da fissuração existente, assegurando a obtenção de dados objetivos e tecnicamente sustentados para futuras análises e decisões”.








