Deputado do PSD propõe ao Governo criação de Banco Verde

Deputado do PSD propõe ao Governo criação de Banco Verde

O deputado do PSD eleito por Beja propôs à ministra da Agricultura a criação de um Banco Verde no Alentejo, que tire partido de Alqueva e permita suprir a falta de forragens e pasto na região em períodos de seca agravada.
A proposta foi apresentada a Mário Simões por um grupo de agricultores alentejanos, tendo o parlamentar laranja transmitido a ideia à ministra Assunção Cristas, “que se comprometeu a dar-lhe sequência”, frisando que o Governo via “com bons olhos a iniciativa”.
Entretanto, a curto prazo deverá ser realizada uma reunião entre a Direcção Regional de Agricultura do Alentejo, os agricultores e a EDIA, no sentido de materializar o Banco Verde.
De acordo com Simões, “sempre que a região é fustigada por um novo ciclo de seca, os produtores pecuários alentejanos ficam de imediato confrontados com a falta de alimentação para os animais” e “obrigados a investir em rações suplementares”.
“No Alentejo existe um efectivo de cerca de 280 mil de vacas aleitantes, destinadas à produção de carne. Partindo de um pressuposto que apenas 50% das cabeças de gado referidas necessitam do reforço de alimentação em metade do ano, há necessidade de garantir pouco mais de 200 mil toneladas de forragens”, argumenta o deputado, garantindo que, segundo lhe adiantaram os promotores da ideia, “para produzir esta massa vegetal verde” é necessária “uma área com cerca de 20 mil hectares e uma área para armazenamento com cerca de 100 mil metros cúbicos”.
A solução para o problema pode estar em Alqueva, cuja água poderia ser utilizada, através do Banco Verde, na aplicação de um modelo produtivo planeado “com base nas quantidades necessárias de forragens e pastos” e “também na capacidade de armazenamento disponível, uma vez que se tratam de produtos com validade elevada superior a três anos”.
Ao mesmo tempo, continua Simões, “os promotores do Banco Verde propõem a criação de locais de armazenamento, que consideram ‘potencialmente conciliáveis’ com as estruturas subaproveitadas dos silos da EPAC, à escala regional, e onde o agricultor poderia abastecer-se”.

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Correio Alentejo

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