O deputado do PSD por Beja, Gonçalo Valente, espera que a CCDR se empenhe para garantir o avanço do projeto de requalificação da linha ferroviária Casa Branca-Beja, depois da sua dotação financeira ter sido revista pelo Alentejo 2030.
“Não restará, agora, outra hipótese à CCDR [Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do] Alentejo senão empenhar-se para garantir o avanço deste projeto, recorrendo a outros instrumentos financeiros e resolver o enorme problema que criou à nossa região”, frisa o deputado do PSD em comunicado enviado ao “CA”.
Em causa está o facto de o programa operacional regional Alentejo 2030 ter confirmado, na passada semana, a revisão a dotação financeira para o projeto de modernização, requalificação e eletrificação da linha ferroviária Casa Branca-Beja, que passou de cerca de 80 milhões de euros para 20 milhões.
A decisão foi comunicada durante uma reunião, no dia 2 de dezembro, em Évora, entre a comissão diretiva do Programa Operacional Regional Alentejo 2030, a empresa Infraestruturas de Portugal (IP) e a Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL).
A decisão acabou por ser contestada pela IP, que garantiu em comunicado tratar-se de uma “decisão unilateral da CCDR”, enquanto a CIMBAL assumiu “alguma inquietação com um horizonte de execução [do projeto] que vai até 2032”.
No comunicado enviado ao “CA”, o deputado do PSD por Beja indica que a decisão da CCDR do Alentejo foi tomada “de forma unilateral” e que o governo “é totalmente alheio” à mesma.
Segundo Gonçalo Valente, “é normal conjugar prazos de execução com os instrumentos financeiros”. Mas “o que nos deve deixar preocupados é não sabermos se a CCDR terá capacidade de garantir uma alternativa consistente e se a sua decisão de retirar 60 milhões de euros ao projeto não porá em causa a sua execução”, acrescenta.
No comunicado, o deputado social-democrata critica também a CIMBAL, “maioritariamente socialista”, considerando que esta “deveria corar de vergonha ao afirmar que o Baixo Alentejo continua a contar pouco para quem tem a responsabilidade de nos governar”.
“Como se o governo tivesse alguma coisa a ver com esta decisão da CCDR do Alentejo eleita pelos socialistas alentejanos”, frisa.
Por isso, continua Gonçalo Valente, “em vez de procurar responsabilidades junto de quem não as tem”, a CIMBAL deve questionar a CCDR do Alentejo sobre o destino dos “60 milhões de euros que nos foram retirados”.
“Esta pergunta terá de ser respondida de forma cabal e sem subterfúgios”, conclui.












