Covid-19. Aplicadas mais de 6.000 vacinas no Baixo Alentejo

Durante o mês de Janeiro foram aplicadas mais de 6.000 vacinas contra a Covid-19 aos grupos prioritários (profissionais de saúde, utentes e trabalhadores de lares e unidades de cuidados continuados) no Baixo Alentejo.

Os números foram apresentados pela Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA) na segunda-feira, 1, durante a reunião, por vídeo-conferência, onde foi feito o “ponto de situação” do combate à pandemia na região e que contou com a participação dos autarcas e do secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional, Jorge Seguro Sanches, que é o responsável pela coordenação na região Alentejo, assim como de representantes da ULSBA, da Saúde Pública, da Segurança Social e da Protecção Civil.

Segundo a Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL), durante a reunião a ULSBA fez o balanço do plano de vacinação no Baixo Alentejo, revelando que até ao final do mês de Janeiro “foram aplicadas mais de 6.000 vacinas” na primeira fase aos grupos prioritários.

Durante o mês de Fevereiro serão disponibilizadas as “segundas tomas” a estes grupos e iniciar-se-á a segunda fase de vacinação, “abrangendo já bombeiros voluntários e forças de segurança”.

A ULSBA revelou ainda que na segunda fase da vacinação “os utentes serão contactados pelos serviços de saúde e, em estreita colaboração com as autarquias, serão instalados postos de vacinação em cada concelho”.

“Os municípios e freguesias deverão colaborar na instalação destas estruturas, sempre que as instalações dos centros de saúde concelhios não sejam adequadas”, uma vez que, “após a toma da vacina, os utentes deverão ficar em observação, no mínimo, 30 minutos, acompanhados por médico”, e “no transporte das pessoas”, adiantou a CIMBAL.

Durante o mês de Fevereiro serão disponibilizadas as “segundas tomas” a estes grupos e iniciar-se-á a segunda fase de vacinação, “abrangendo já bombeiros voluntários e forças de segurança”.

Na reunião foi ainda feito um ponto de situação sobre os vários surtos epidemiológicos no território, “com particular incidência nos que envolvem os idosos e a população migrante”, tendo a ULSBA evidenciado “o cansaço dos profissionais de saúde e a escassez de recursos humanos, considerando a dimensão da necessidade de resposta”.

A par disto, durante a reunião foram apresentados o novo coordenador de Saúde Pública do Baixo Alentejo, Mário Jorge Santos, e o novo comandante operacional distrital de Beja da Protecção Civil, Carlos Pica.

Entretanto, o Ministério da Administração Interna revelou que a Rede Nacional de Estruturas de Apoio de Retaguarda (EAR) está já completa, com as 28 estruturas previstas operacionais, nos 18 distritos do continente, e 234 utentes instalados.

O distrito de Beja conta com duas EAR, uma na Base Aérea 11 e outra na Pousada da Juventude de Beja.

Recorde-se que as EAR podem agora ser utilizadas também, excepcionalmente, por pessoas internadas em unidades hospitalares devido a condições clínicas não relacionadas com o SARS-CoV-2, com alta clínica, mas sem necessidade de internamento em unidade hospitalar ou em outra unidade de saúde.

Anteriormente, as EAR estavam destinadas, exclusivamente, ao acolhimento de pessoas infectadas com SARS-CoV-2 e utentes de estruturas residenciais para pessoas idosas (ERPI), infectados com SARS-CoV-2, que careçam de apoio específico, sem necessidade de internamento hospitalar.

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Correio Alentejo

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