Dramas pessoais decorrentes da actual crise, como o desemprego, estão a provocar um aumento das doenças psiquiátricas em Portugal, sobretudo da depressão, que "é um factor de risco do suicídio", alertam os especialistas.
Os responsáveis falaram à Agência Lusa a propósito do segundo congresso da Associação Psiquiátrica Alentejana (APA), que decorre em Serpa a partir desta quinta-feira, 31, e até sábado, 2 de Junho, para debater temas como a psiquiatria na crise e o suicídio no Alentejo.
"Tem havido, há cerca de um ano e meio/ dois anos, um aumento grande de toda a problemática psiquiátrica ligada à crise", diz à Agência Lusa o presidente da APA, António José Albuquerque.
Segundo o psiquiatra, a crise, que está a provocar situações graves" como o desemprego, faz-se sentir mais na patologia da depressão, que "é um factor de risco do suicídio".
Por isso, frisa, "a brutal ameaça do suicídio está a atemorizar bastante" os psiquiatras, nomeadamente no Alentejo, "particularmente" afectado pelo problema.
Devido a "dramas pessoais" decorrentes da conjuntura, como a incapacidade de pagar a prestação da casa e estudos dos filhos, "as doenças mentais aumentam brutalmente", sobretudo a depressão, diz o presidente da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública, Mário Jorge Santos.








