Durante a recente Conferência Mundial do Clima, realizada na cidade marroquina de Marraquexe, ficámos a saber que 15 dos anos mais quentes do último século foram registados… a partir de 2000. A estatística não desmente e a realidade está à vista: o tempo mudou e as alterações climáticas são um problema de todos. E aqueles que, como nós, vivem no Baixo Alentejo sabem bem do que falam sobre esta matéria, sobretudo porque a precipitação na região nos últimos dois anos tem sido quase zero!
De acordo com muitos especialistas no tema, os períodos de seca no Baixo Alentejo vão ser cada mais frequentes e urge, nesse sentido, encontrar as melhores soluções para evitar males maiores. Foi o aconteceu há duas décadas, com o início das obras do Alqueva, que permitiu a chegada de água em quantidade e a tempo e horas a várias albufeiras da região, assim como a milhares de hectares de terra que hoje são altamente produtivos.
Mas este trabalho ainda não está concluído. É certo que expansão do projecto do Alqueva é uma certeza para os próximos anos, mas continua sem incluir nos seus projectos qualquer ligação da grande barragem à zona mais a sul do Alentejo, nomeadamente ao Monte da Rocha. O que é incompreensível! Situada no concelho de Ourique e servindo para o abastecimento de mais quatro municípios e cerca de 6.000 hectares de regadio, não se justifica que esta albufeira continue a ficar de fora deste projecto. Ainda para mais quando a barragem do Roxo, onde a água do Alqueva chegou em 2009, está bem próxima! Urge portanto que esta ligação seja avaliada com seriedade por quem de direito e que possa vir a ser incluída no plano de expansão do Alqueva. Caso contrário, e continuando o tempo como agora, esta zona pode vir a tornar-se num verdadeiro deserto.

Homem detido por tráfico de droga em São Luís
Um homem de 25 anos foi detido pela GNR, no domingo, 19, por suspeitas de tráfico de droga, durante uma feira na localidade de São







