Todos temos responsabilidade

Quinta-feira, 16 Abril, 2015

Carlos Pinto

director do correio alentejo

Nos últimos dias fomos confrontados com duas notícias que chocaram o país (e qualquer pessoa). Dois casos de violência atroz, monstruosa e inexplicável, que resultaram na morte de duas crianças, uma com seis meses e a outra com quase dois anos de idade, às mãos daqueles que os deviam proteger: os seus pais/ padrastos. Ambas as situações têm em comum o facto de terem acontecido no seio de famílias altamente desestruturadas, afectadas pelo desemprego e outros problemas sociais crónicos. E se uma das mortes tem origem num acto tresloucado, a outra demonstra – a par da falta de capacidade que (algumas) entidades competentes revelam na hora de agir – a pior faceta da vida em comunidade nos tempos que correm: a indiferença sobre o que se passa em nosso redor.
É precisamente nesta matéria que há muito a fazer. Colectiva e individualmente. Porque numa era em que o mundo é global e está ao alcance de um simples clique no computador, não podemos desligar-nos daquilo que está mais próximo de nós. Todos temos uma responsabilidade em nome do bem colectivo. Só assim se poderá evitar que mais casos como os sucedidos nos últimos dias se repitam.

[B]Vale a pena lutar![/B]
Uma associação com sede em Monchique queria criar a IGP “Medronho do Algarve” incluindo o território de oito freguesias do Baixo Alentejo. Os autarcas de Odemira, Ourique e Almodôvar não gostaram da forma como o processo arrancou e contestaram-no veementemente, levando a associação a recuar na sua proposta inicial [ver notícia na página 3]. A polémica parece assim estar encerrada e todo este caso mostra que vale a pena lutar. Sobretudo porque fazer passar medronho do Alentejo como sendo algarvio não fazia qualquer sentido!

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