Já não é a primeira vez que escrevemos sobre o assunto e provavelmente não será a última. Porque o Baixo Alentejo – assim como outros territórios do país – continua despojado de muitas respostas efetivas por parte de quem tem essa responsabilidade: o Estado.
Não é admissível se demore meses e meses a emitir um parecer ou uma licença. É injustificável que se perpetuem situações de escassez de recursos humanos e técnicos. É incompreensível que não haja “luz verde” para obras e investimentos adiados anos e anos sem fim. É imoral que populações que vivem longe dos grandes centros se vejam ainda mais “distantes” dos mesmos por estradas sem condições ou ausência de serviços abertos.
O Estado, que somos todos nós, não é nem pode ser isto. O Estado, que somos todos nós, tem de olhar para o país como um todo e dar resposta às suas necessidades reais. O Estado, que somos todos nós, não se pode demitir das suas funções e deixar constantemente os “outros” – municípios, associações, empresas, etc – a enfrentar sozinhos problemas e desafios que não são exclusivamente deles.
Tudo isto talvez ajude a explicar as razões do crescente extremismo e azedume a que vimos assistindo na nossa sociedade, “hiperbolizados” pelas redes sociais. Mas esta não tem de ser uma fatalidade ou sequer uma inevitabilidade. Basta apenas que o Estado, que somos todos nós, assuma de uma vez por todas os seus deveres e tenha “vistas largas”, olhando para além da “cintura” de Lisboa.

Taça de Portugal Masters em ciclismo no concelho de Ourique
O concelho de Ourique recebe neste domingo, 8, a segunda etapa da Taça de Portugal Masters em ciclismo, que integra o calendário oficial da Federação







