Para quê a Reforma Agrária?

Quinta-feira, 26 Maio, 2016

Carlos Pinto

director do correio alentejo

O secretário-geral do PCP veio esta semana a Baleizão participar na tradicional romagem à campa de Catarina Eufémia e depois, no seu discurso, voltou a fazer a apologia da Reforma Agrária que não teve pernas para andar na década de 70. Para Jerónimo de Sousa, este processo continua a ser “um projecto de futuro”, “necessário” e que mantém “toda a actualidade” para o desenvolvimento do Alentejo. “Um projecto que não abandonaremos e pelo qual continuaremos a lutar. […] Um sonho de gerações que um dia, estamos certos, será concretizado”, disse ainda o líder comunista.
Mas a pergunta que se coloca é evidente: será que o Alentejo necessita mesmo “desta” Reforma Agrária, que quer acabar com o latifúndio, como se este fosse o maior dos males que afecta a lavoura alentejana? Provavelmente não… Porque o que a região mais necessita é ver as suas terras produzir com abundância, criando riqueza e postos de trabalho, dinamizado a economia local e potenciando o desenvolvimento regional. E para isso, mais que acabar com o latifúndio, é preciso levar a inovação para os nossos campos. Modernizar explorações. E permitir que a água do Alqueva chegue a mais que “apenas” 120 mil hectares. Assim se fará uma verdadeira Reforma Agrária. Para bem da lavoura alentejana e de toda a região.

Elogio ao Comendador
Foram 90 anos de vida plena. Assumiu riscos e desafios. Soube ousar e inovar. Somou vitórias e conquistas. Nunca se acomodou nem deixou de dizer o que pensava. Esta semana, aos 90 anos, partiu na grande viagem que se segue à vida. Os amigos sempre o recordarão e Beja nunca o poderá esquecer. É esta a homenagem que merece a memória de Leonel Cameirinha. Paz à sua alma.

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