Os números da criminalidade

Quinta-feira, 4 Abril, 2019

Carlos Pinto

director do correio alentejo

O Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2018 foi apresentado na passada semana na Assembleia da República e os dados recolhidos e tratados pelo Sistema de Segurança Interna não deixam de ser lisonjeiros para o distrito de Beja. Tal como lhe contamos nesta edição do “CA”, Beja continua a ser uma das regiões mais seguras do país, apresentando taxas residuais no todo da criminalidade em Portugal.
Ainda assim, no último ano o distrito manteve a tendência de crescimento em matéria de criminalidade geral (passando de 4.015 participações em 2017 para 4.221 em 2018) e de criminalidade violenta e grave (de 98 para 105 participações), com aumentos de 5,1% e 7,1%, respectivamente. Números que devem causar alguma apreensão, mas ainda assim bastante tranquilizadores para todos os que vivem neste território.
A grande preocupação reside, isso sim, no aumento de casos de violência doméstica na região. É que de acordo com o RASI 2018, o distrito de Beja registou no último ano um total de 326 ocorrências enquadradas nesta tipologia, algumas das quais registadas como outro tipo de crime mais grave. Na prática, houve um aumento de 16,8% relativamente a 2017, naquela que é a maior subida em todo o país.
Ora este é um facto que nos deve preocupar a todos. A violência doméstica tem estado na ordem do dia nas últimas semanas e é necessário, de uma vez por todas, actuar em conformidade para debelar este flagelo social. Uma missão que cabe, naturalmente, às entidades policiais, mas sobretudo a nós, seja como cidadãos seja como sociedade. É preciso que todos tenhamos a noção que existir uma única vítima de violência doméstica já é inconcebível, quanto mais ver o número de situações do género aumentar de ano para ano. Prevenção e sensibilização é o que se exige. A todos e sempre.

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