Longe vão os tempos em que os campos do Baixo Alentejo eram um “mar” amarelo. Em alguns pontos ainda surgiam umas “pinceladas” de verde, à custa das vinhas ou de outras culturas mais residuais, mas a paisagem era dominada por searas a perder de vista, que brilhavam ao sol do Verão antes de serem debulhadas. Esses eram os tempos de uma agricultura mais pobre, menos rentável e bastante exigente. Uma agricultura em que se trabalhava de sol a sol e que, muitas vezes, dava prejuízo.
Entretanto, o paradigma da lavoura na região alterou-se por completo: com a água do Alqueva veio o investimento e apareceram novas culturas, com os cereais a serem substituídos por culturas como o olival, o amendoal, frutas de caroço e algumas hortícolas cuja produção no Baixo Alentejo era, há uma década, impensável. Hoje há outro horizonte de esperança, mas também novos desafios para enfrentar.
Ao maior de todos, parece-nos, é reunir condições ao nível das produções para captar para a região mais unidades agro-industriais. Esse é um passo essencial, pois só com investimentos desta natureza será possível evitar que as mais-valias proporcionadas por uma agricultura mais rentável deixem o Baixo Alentejo em detrimento de outras regiões. E nesta tarefa é preciso que aos empresários se associem outros responsáveis, nacionais e regionais.
Depois há a questão da sustentabilidade… É vital que esta nova agricultura seja capaz de conciliar produtividade com protecção do meio-ambiente, sem que uma das partes coloque a outra em causa. Não deve haver radicalismos de parte a parte, sob pena de os campos ficarem desertos. É que sem agricultura também não haverá natureza. E nem vale a pena falar de população…

Alunos criaram instalação artística para Centro Escolar em Castro Verde
“Guardiã da Planície” é o título da instalação artística colocada à entrada do Centro Escolar Dr. Francisco Alegre, fruto de um projeto colaborativo que juntou







