A cooperativa Esdime, com sede em Messejana, está a promover, até ao final deste mês de junho, os Censos da Violência Doméstica nos concelhos de Aljustrel, Almodôvar, Castro Verde, Ferreira do Alentejo e Ourique.
Tal como o “CA” lhe conta nesta edição [ver página 06], o objetivo desta iniciativa passa por “tentar perceber a expressividade da violência doméstica” nestes territórios de intervenção da cooperativa, uma vez que são ainda muitas as situações que, seguramente, não chegam à GNR ou a outras autoridades.
Como explica Marina Brito, coordenadora do Gabinete VERA – Vítimas Em Rede de Apoio, gerido pela Esdime, através destes censos, realizados de forma anónima, será possível “perceber um bocadinho o que existe para além” dos casos de violência doméstica “que são registados” oficialmente.
Ora esta iniciativa da Esdime merece todo o nosso reconhecimento e elogio. Apesar de ser um crime público, a violência doméstica é ainda, na maioria das vezes, desvalorizada por uns (recorrendo ao velho ditado de “entre marido e mulher não se mete a colher”) e, imagine-se, aplaudida por outros. O que é totalmente incompreensível e inconcebível!
Por isso mesmo, estes censos serão, com toda a certeza, fundamentais para combater este flagelo da nossa sociedade, em que o silêncio das vítimas é o seu pior inimigo (a par do agressor).

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