O mau estado da Estrada Nacional 2

Quinta-feira, 25 Janeiro, 2018

Carlos Pinto

director do correio alentejo

Quem costuma viajar pela Estrada Nacional (EN) 2 entre Aljustrel e Castro Verde há muito que se habituou a ter de fazer uma série de manobras para minorar os efeitos de um percurso minado de buracos e outros perigos. Cada deslocação acaba por ser uma verdadeira “gincana”, cheia de obstáculos e outras surpresas numa via quase sem bermas, com bastantes lombas e um intenso tráfego de camiões e tractores.
Se se tratasse de uma outra via talvez não estranhássemos que estivesse nessas condições. Mas estamos a falar de uma estrada nacional, a maior do país, que vai de Chaves a Faro e cuja manutenção é (ou deve ser) responsabilidade de uma empresa pública (a Infra-estruturas de Portugal) que utiliza o dinheiro dos impostos pagos por todos os portugueses – entre os quais os cidadãos e empresas destes dois concelhos.
É pois inadmissível que passado todo este tempo pouco ou nada tenha sido feito para requalificar a EN2, que dia após dia vai ficando mais degradada e colocando cada em risco a segurança dos condutores. E é bom não esquecer que ainda há um ano houve uma cratera com metros de profundidade a abrir-se à passagem de uma viatura…
Esperemos, portanto, que a empreitada de “grande requalificação” anunciada pela Infra-estruturas de Portugal nesta edição do “CA” [ver notícia na página 6] venha a ser uma realidade dentro dos prazos previstos ou, preferencialmente, mais cedo. Caso contrário, quem de direito terá de assumir responsabilidades pelo desastre que, a qualquer momento, ali poderá suceder.

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