Há cerca de 15 anos discutiu-se (e muito) o modelo de gestão da água em alta no Alentejo. De um sistema intermunicipal ao multimunicipal, passando pela possibilidade de uma parceria público-privada, houve propostas para todos os gostos (e ideologias), num processo marcado por muita celeuma e sempre com os autarcas eleitos pelo PCP a manifestarem grande resistência à evolução do processo. Foram quase quatro anos de discussão e negociações, até que, a 25 de Setembro de 2009, foi assinado o contrato de parceria pública entre 21 câmaras municipais da região (por intermédio da então recém-criada Associação de Municípios para a gestão da Água Pública do Alentejo) e a empresa Águas de Portugal. Assim nasceu a Águas Públicas do Alentejo (AgdA), que tem como missão fazer a exploração e gestão dos serviços de água relativos ao Sistema Público de Parceria Integrado de Águas do Alentejo, “visando a prestação de um serviço de qualidade, com respeito pelos aspectos essenciais de ordem social e ambiental, bem como a disponibilização das suas capacidades ao serviço do interesse nacional”.
Quase 11 anos depois da assinatura deste contrato, os resultados estão à vista de todos! Ao todo, a AgdA já investiu perto de 140 milhões de euros em toda a região (sobretudo no Baixo Alentejo), resolvendo problemas com décadas em matéria de abastecimento de água em qualidade e, sobretudo, quantidade.
O projecto da AgdA é, sem dúvida, um exemplo a todos os níveis. Por isso mesmo, não deixa de ser estranho que alguns não o queiram replicar no plano dos sistemas de água em baixa, onde as carências na região são mais que muitas. Talvez a memória de há década e meia ajude a resolver algumas dúvidas…

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