Dar a mão à palmatória

Quinta-feira, 11 Julho, 2019

Carlos Pinto

director do correio alentejo

Os CTT preparam-se para travar o encerramento de lojas e, em simultâneo, reassumir a gestão de grande parte dos balcões que foram concessionados a terceiros ao longo do passado ano de 2018. Uma pretensão anunciada pelo presidente da administração da empresa, João Bento, em plena Assembleia da República, que deve ser concretizada ao longo dos próximos meses, sendo (quase) certa a reabertura das lojas encerradas em localidades que são sedes de concelho, casos de Aljustrel, Almodôvar e Ourique (entre outros exemplos no distrito de Beja).
Ao tomar esta medida, a administração dos CTT dá a “mão à palmatória” e assume, desde logo, que errou. E errou porque ao concessionar a terceiros algumas das suas lojas colocou em causa um serviço público indispensável e inestimável que era prestado às populações afectadas. Ainda mais em territórios como o Baixo Alentejo, de baixa densidade e com fracos níveis de literacia digital, onde uma estação dos Correios é mais que um mero balcão para levantar encomendas ou pagar facturas.
“Não corrigir as próprias falhas é cometer a pior delas”, escreveu há séculos Confúcio, numa tirada de sabedoria que deveria ser conhecida de todos os gestores, sobretudo aqueles que lidam com a causa pública. Sim, porque os CTT são (inexplicavelmente, mas isso é outra história…) uma empresa privada, ainda que continuem a prestar serviço público. É por isso que esta decisão da actual administração da empresa vem em boa hora… apesar de chegar atrasada, como alguma correspondência!

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