Os portugueses em geral – mas os alentejanos em particular – têm uma tendência natural para o pessimismo e para a maledicência. Seja por falta de auto-estima ou simplesmente por (defeito de) feitio, certo é que nada do que façamos é suficientemente bom para merecer o elogio do vizinho. Aliás, raras são as nossas acções consideradas meritórias e poucas são as ocasiões em que não se vilipendia o esforço de cada um com alegados e obscuros interesses pessoais… Há muito que é assim, geração após geração. Mas teremos de mesmo que aceitar esta realidade com resignação? Claro que não…
Vem isto a propósito de mais uma edição da Ovibeja, promovida pela ACOS há 36 anos e que abre portas na próxima quarta-feira, 24 de Abril. Quando surgiu, nos alvores da Década de 80 do século passado, o certame teve por objectivo ser uma mostra da realidade agro-pecuária da região, mas com o passar dos anos cresceu em todos os sentidos.
Hoje a Ovibeja é uma das mais importantes feiras agrícolas do país e local privilegiado para dar a conhecer a milhares de pessoas a excelência do que se produz nesta região. Mas nem assim consegue escapar às caracterizações mesquinhas de quem, ano após ano, olha para o evento com desdém, sem se aperceber da sua mais-valia para o nosso território.
É este comportamento que temos, de uma por todas, de alterar, colocando de parte o acessório e acarinhando o essencial. Porque a Ovibeja é a principal “montra” da região para lá das fronteiras das nossas terras e, por isso, deve ser motivo de orgulho de todos.

Câmara de Odemira recebe Bandeira de Mérito Social
A Câmara de Odemira foi distinguida, pelo segundo ano consecutivo, com a Bandeira de Mérito Social, atribuída pela Associação Nacional de Gerontologia Social (ANGES) e







