Cinco GNR feridos em "rave" ilegal na barragem de Odivelas

Cinco GNR feridos em "rave"

Cinco militares da GNR sofreram ferimentos ligeiros durante a intervenção efectuada este sábado, 16, numa festa rave ilegal na barragem de Odivelas (Ferreira do Alentejo).
O Comando Geral da GNR, contactado pela Agência Lusa, revelou que os cinco militares do Comando Territorial de Beja foram “atingidos por objectos, nomeadamente pedras, atirados por participantes” da festa.
“A GNR fez hoje [sábado] uma fiscalização na festa e apreendeu material sonoro que estava a ser utilizado e, devido a essa acção, foram arremessados alguns objectos”, disse.
Os cinco militares “sofreram ferimentos ligeiros”, tendo ficado sobretudo com “pequenas escoriações devido às pedradas de que foram alvo”, e foram assistidos “apenas por precaução” no Hospital de Beja.
A GNR realizou uma acção de fiscalização na rave depois de, “ao longo de toda a noite”, ter recebido “algumas queixas de pessoas que se encontravam no local e que não conseguiam dormir”, devido ao barulho da música.
“A festa começou na sexta-feira, 15. Recebemos queixas durante a noite, nomeadamente do parque de campismo, devido ao volume do som emitido. Para avaliarmos a situação e vermos as condições legais da festa, fizemos esta acção”, sublinhou.
Segundo a fonte do Comando Geral da Guarda, os militares “detectaram várias infracções” e apreenderam material de som, identificando “um homem estrangeiro”.
“Há um conjunto de licenças que, por lei, tem de ser solicitado, mas, no caso desta festa, isso não aconteceu”, disse, ao explicar a ilegalidade da iniciativa.
Apesar de, com a apreensão de material sonoro, a música ter sido interrompida, os participantes na rave, cujo número a fonte contactada pela Lusa não quis especificar, permanecem na barragem de Odivelas.
“Trata-se de um espaço público”, afirmou, afiançando que a situação “está calma, neste momento”, e que a GNR continua a “monitorizar” e a “avaliar” eventuais novas medidas.
Entretanto, os participantes na festa começaram a “pouco e pouco” a desmobilizar do local ainda este domingo, 17, disse à Agência Lusa o Comando Geral da GNR, garantindo que a madrugada foi “calma”.

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Correio Alentejo

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