Cidade de Beja vai ter uma nova Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR)

Cidade de Beja vai ter uma nova Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR)

Beja vai ter uma nova Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) para substituir as duas actuais, que funcionam de forma insuficiente. Numa delas, os efluentes, embora tratados, desaguam na albufeira do Roxo, que serve para abastecimento público.
A nova ETAR, num investimento de 9,2 milhões de euros, vai substituir as do Monte de Santo António e do Sado, que actualmente tratam os efluentes de Beja e “funcionam de forma insuficiente, nomeadamente ao nível do tratamento terciário”, ou seja, remoção de azoto e fósforo, explicou o administrador executivo da Águas Públicas do Alentejo, João Silva Costa.
Os efluentes tratados na ETAR do Monte de Santo António são despejados na Bacia Hidrográfica do Guadiana e os tratados na ETAR do Sado são despejados numa linha de água afluente da albufeira do Roxo, que abastece as populações de Beja e Aljustrel e está incluída na Bacia Hidrográfica do Sado.
A nova ETAR, que vai ser construída no local da ETAR do Monte de Santo António, irá “permitir desactivar a ETAR do Sado, cujos efluentes, embora tratados, desaguam na albufeira do Roxo”, origem de captação de água para abastecimento público de Beja e Aljustrel, frisou João Silva Costa.
Segundo o responsável, a Águas Públicas do Alentejo já lançou o concurso público para a concepção e construção da nova ETAR, cujas obras deverão arrancar no próximo mês de Setembro.
As obras deverão durar “cerca de um ano e meio” e a nova ETAR deverá começar a funcionar no início de 2013, sendo que durante o primeiro ano irá operar em fase de testes, estimou.
A nova ETAR, com capacidade para servir 35 mil habitantes, explicou, vai tratar os efluentes produzidos na cidade de Beja através de reactores biológicos em lamas activadas, funcionando em regime contínuo ou sequencial e arejamento prolongado.
Como os restantes investimentos da Águas Públicas do Alentejo, a nova ETAR de Beja será financiada pelo Fundo de Coesão (70 por cento), por um empréstimo (16 por cento) e por capitais próprios da empresa (14 por cento).
A Águas Públicas do Alentejo é a empresa criada pela Águas de Portugal e 21 municípios do Alentejo para melhorar e gerir o abastecimento em alta e o saneamento de águas residuais nos concelhos parceiros.

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Correio Alentejo

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