CDU acusa executivo da Câmara de Beja de estar de “braços cruzados”

CDU acusa executivo da Câmara de Beja de estar de “braços cruzados”

A oposição CDU na Câmara de Beja acusa o executivo PS de estar de "braços cruzados" e não ter um projecto para o concelho, considerando que as promessas eleitorais "não passaram de vãs expectativas" que estão "goradas".
Num balanço de três anos de mandato do PS à frente da Câmara de Beja, "há uma imagem que nos assiste, que é a de um executivo de braços cruzados perante o esvaziamento do concelho", disse à Agência Lusa o vereador da CDU Vítor Picado.
"O trabalho desenvolvido pela maioria PS tem demonstrado, ano após ano, que as promessas eleitorais não passaram de vãs expectativas e sucessivamente tem-se assistido a práticas contrárias", disse, referindo que estão "goradas todas as expectativas".
Segundo o autarca, o presidente da Câmara de Beja, Jorge Pulido Valente, "é um mestre na arte da culpabilização" e "tende, frequentemente, a escamotear as suas responsabilidades e a procurar atribuir aos outros a responsabilidade dos seus fracassos" para "justificar a inoperância e a visível falta de um projecto autárquico [do executivo PS] para o concelho".
Por outro lado, para o presidente da Câmara de Beja "a verdade é apenas fruto das circunstâncias", disse, referindo exemplos de posições contraditórias de Pulido Valente sobre vários assuntos, como o Programa de Apoio à Economia Local (PAEL) criado pelo Governo para disponibilizar uma linha de crédito para autarquias pagarem dívidas a curto prazo.
"Depois de ter assegurado que o Município não ia recorrer à linha de crédito" do Governo, já que "discordava em absoluto das exigências", Jorge Pulido Valente "procura agora forçar uma adesão ao PAEL, com o argumento falacioso de que o não recurso ao plano colocará em causa o pagamento aos credores e irá promover a insolvência de muitas empresas em Beja", contou.
Após ter sido aprovada em reunião da Câmara de Beja, pela maioria PS e os votos contra da CDU, a proposta de candidatura ao PAEL, através da qual a autarquia quer obter um empréstimo, foi chumbada pela Assembleia Municipal, com os votos contra da maioria CDU e do Bloco de Esquerda e os votos a favor do PS e do PSD.
Segundo o vereador comunista, se não fossem as obras de projectos que transitaram do anterior executivo CDU, como a requalificação do Bairro da Mouraria, o trabalho do executivo PS tinha sido "completamente nulo".
A CDU tem feito "um trabalho construtivo", apresentando "propostas muito concretas", que têm sido "vedadas" pelo executivo PS, e vai continuar "uma política de proximidade" com a população e as empresas e instituições do concelho, "procurando ser portadora, junto do Município, dos seus anseios e preocupações" e "trabalhando em prol da resolução dos problemas".

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Correio Alentejo

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