Beja: Praça da República recebe último concerto do 7º Festival Terras Sem Sombra

Beja: Praça da República recebe último concerto do 7º Festival Terras Sem Sombra

O tenor Carlos Guilherme, a Banda Sinfónica da GNR e um coro infantil, dirigidos pelo maestro italiano Marcello Panni, actuam este sábado, 9, em Beja, no último concerto do sétimo Festival de Música Sacra do Baixo Alentejo “Terras sem Sombra”.
O concerto “En Plein Air”, que cruza as músicas sacra de “Missa Brevis”, do próprio maestro e compositor Marcello Panni, e cívica da “Symphonie funèbre et triomphale”, do compositor francês Hector Berlioz, vai decorrer a partir das 22:0, na Igreja da Misericórdia.
As peças vão ser interpretadas pelo tenor português Carlos Guilherme, “voz maior” da ópera internacional, pela Banda Sinfónica da GNR, “conhecida pela sua excelência artística”, e pelo Coro Infantil do Instituto Gregoriano de Lisboa, “um dos melhores do país”, frisa a organização do festival.
A presença do tenor, da banda da GNR e do coro infantil tornam o concerto na “apoteose adequada” da sétima edição do festival, que “tem ajudado a relançar a música erudita” fora dos grandes centros urbanos e com “bons resultados, a julgar pela adesão entusiástica do público e pelo bom acolhimento da crítica da especialidade”, sublinha a organização.
O sétimo festival “Terras sem Sombra”, promovido pelo Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, já ofereceu cinco concertos em igrejas históricas do Alentejo e acções associadas à biodiversidade alentejana nas manhãs dos dias a seguir aos concertos.
A manhã de domingo inclui uma acção de preservação da biodiversidade, que terá como patrono Marcello Panni e que irá decorrer na Reserva dos Colmeais, em Beringel.
Segundo a organização do festival, trata-se de um “sítio de notável interesse natural” constituído por uma pequena área de azinhal, uma maior de olival tradicional com árvores centenárias e outra de prados húmidos na vizinhança de uma pequena linha de água.
A “riqueza de habitats” e o facto de não haver mobilização de solos, nem aplicação de herbicidas, permitem que existam na reserva espécies raras, como a planta “Echium boissieri”, cujos talos podem atingir quase três metros de altura.
Ao nível da flora, a reserva tem “o maior número de orquídeas selvagens” da região e, ao nível da fauna, “é rica em invertebrados” e tem uma “invulgar” população de cigarra verde.

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Correio Alentejo

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