Beja "inaugura" hoje roteiros culturais que viajam" pelo século XVIII da cidade

Beja "inaugura" hoje roteiros culturais que viajam" pelo século XVIII da cidade

Os interessados em saber como era Beja no século XVIII, apreciar a arte azulejar ou desvendar a história da cidade podem participar nos três roteiros culturais que neste Verão vão revelar “segredos” da capital do Baixo Alentejo.
A iniciativa, promovida pela Câmara, através da Biblioteca Municipal, e pela Associação de Defesa do Património de Beja, pretende “desafiar” os interessados a “descobrir” a cidade através de três roteiros culturais temáticos semanais, explica o município.
O primeiro roteiro, a decorrer à terça-feira, até 15 de Setembro e que tem como monitora a investigadora e arquivista Marta Páscoa, intitula-se “A cidade no tempo de Frei Manuel do Cenáculo” e propõe uma “viagem” até ao século XVIII.
Durante séculos, Beja reclamou a restauração do seu bispado e o desejo foi satisfeito em 1777 com a chegada à cidade do então novo bispo, D. Frei Manuel do Cenáculo.
Através de fontes escritas da época, ainda sem recurso à fotografia, o roteiro, destinado a um mínimo de oito e a um máximo de 20 pessoas e que decorre em dois horários, entre as 08h00 e as 09h30 e entre as 19h30 e as 21h00, propõe recriar a cidade que o bispo encontrou quando chegou, “viajando pelo que resta e pelo que falta”.
Os outros dois roteiros, destinados a um mínimo de 10 e a um máximo de 25 pessoas, intitulam-se “Arte Azulejar de Beja” e “Criação e Evolução de uma Cidade” e vão decorrer durante o mês de Agosto, respectivamente à quarta e à quinta-feira, entre as 19h30 e as 21h00 e terão como monitor o historiador e investigador Florival Baiôa.
Segundo o município, a cidade de Beja, onde “é possível percorrer cinco séculos de arte através das cores brilhantes do vidrado cerâmico”, tem uma história azulejar “ímpar” em Portugal.
Em meados do século XV, apareceram em Portugal os primeiros azulejos importados de Manises, em Valência, Espanha, para decoração de pavimentos e paredes do Palácio dos Infantes em Beja.
O novo material decorativo e artístico espalhou-se depois pelo país graças à “influência de uma nova gramática arquitectónica” iniciada em Beja e que teve a rainha D. Beatriz e o rei D. Fernando de Portugal como patronos.
De acordo com o município, “ao contrário das muitas histórias que se contam, a cidade de Beja não tem a sua origem na célebre Pax Ivlia de Júlio César, mas remonta à Idade do Ferro”.
E para compreender a criação e a evolução urbana de Beja, é preciso “ouvir as histórias que nos contam” as pedras, as ruas, as ferragens e as cores da cidade.
Os interessados em participar nos roteiros, habitantes de Beja que queiram “aprofundar um pouco mais o seu conhecimento” ou visitantes para “contextualizar melhor a sua informação” sobre a cidade, deverão inscrever-se, com uma semana de antecedência em relação à realização do roteiro pretendido, na Biblioteca Municipal de Beja e efectuar um pagamento simbólico de seis euros.

Partilhar

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Correio Alentejo

Artigos Relacionados

Role para cima