Os dois cidadãos brasileiros que assaltaram, a 18 de setembro de 2024, a agência do banco Santander em Castro Verde já conhecem a acusação do Ministério Público (MP) e aguardam julgamento em prisão preventiva.
Detidos em abril deste ano, os dois homens, de 44 e 40 anos, estão acusados da prática de sete crimes de roubo “à mão armada”, 10 crimes de sequestro, 32 crimes de falsificação de documentos e um crime de branqueamento, revela a Procuradoria-Geral da República de Évora (PGRE).
Em comunicado divulgado na sua página oficial, a PGRE explica que os detidos cometeram os crimes entre julho de 2023 e abril de 2025, nas localidades de Vendas Novas, Águas de Moura, Alcáçovas, Castro Verde, Estói e Lourinhã.
“O plano criminoso consistia em dirigirem-se a agências bancárias, em horário de funcionamento, e, exibindo armas, atuavam sobre funcionários e clientes que aí se encontravam, ameaçando-os e forçando-os à entrega de dinheiro, obrigando-os ainda a permanecer no local contra a sua vontade, alguns dos quais amarrados e/ ou fechados à chave nos compartimentos das ATM’s”, argumenta o MP.
A acusação refere ainda que os arguidos “não têm qualquer ligação a Portugal”, deslocando-se ao país “apenas pelo tempo necessário à prática dos crimes, um deles, inclusive, fazendo uso de identidade falsa”.
De acordo com a acusação do MP, “os assaltos renderam aos arguidos cerca de 548 mil euros”, sendo que na altura da detenção tinham em sua posse “cerca de 61 mil euros em numerário, provenientes do último assalto em 7 de abril de 2025, bem como a arma aí utilizada, passaportes e documentos de identificação falsificados”.
Na acusação, o MP pede “a condenação dos arguidos a pagarem, a título de perda das vantagens pelos crimes, a quantia total de 486 mil euros, correspondente à diferença entre o que foi subtraído nos vários assaltos e o que foi recuperado”.
O comunicado da PGRE adianta igualmente que “um dos arguidos encontra-se ainda acusado como reincidente, tendo um longo historial criminal, já tendo sido condenado em 2012, a 12 anos de prisão, e novamente em 2019, a 19 anos e 11 meses, pelos mesmos tipos de crimes”.
“Apesar de ter sido entregue às autoridades brasileiras em 2022, para cumprimento de pena, conseguiu regressar a Portugal, onde entrou, pouco mais de um ano depois, iniciando nova vaga de assaltos”, acrescenta.












