Alunos de Rio de Moinhos e Vila Ruiva não foram às aulas

Alunos de Rio de Moinhos e

Os alunos de Rio de Moinhos (Aljustrel) e de Vila Ruiva (Cuba) voltaram a faltar esta terça-feira, 16, às aulas nas ‘novas’ escolas, em protesto contra o fecho destas escolas.
No caso da escola de Rio de Moinhos [na foto], os 13 alunos, tal como na segunda-feira, não compareceram esta terça-feira às aulas na “nova” escola, ou seja, no Centro Escolar Vipasca, em Aljustrel.
Cerca de 100 pessoas, entre elas os 13 alunos, pais e encarregados de educação, voltaram a concentrar-se em frente à escola da aldeia, em protesto contra o fecho do estabelecimento de ensino e a transferência das crianças para Aljustrel, a cerca de quatro quilómetros de distância.
“Hoje, simbolicamente, os pais marcaram falta ao professor, porque os alunos estavam na escola de Rio de Moinhos e quem faltou foi o professor”, contou à Agência Lusa o presidente da Câmara de Aljustrel, Nelson Brito.
Segundo o autarca, “os pais estão intransigentes” e vão continuar o protesto até que o Ministério da Educação coloque um professor e reabra a escola na aldeia ou, então, assegure o transporte dos alunos até Aljustrel.
Nelson Brito reafirmou que os pais “não têm condições” e a autarquia já avisou o Ministério da Educação e Ciência (MEC) de que não tem recursos financeiros e humanos para assegurar o transporte dos alunos até à sede de concelho.
No entanto, explicou, a autarquia pediu a uma transportadora um orçamento para assegurar esse transporte, ficando a saber que a prestação do serviço custará cerca de 4.000 euros por mês.
“Não seria mais barato pagar a um professor para manter a escola aberta”, questionou Nelson Brito, referindo que a autarquia está disponível para contratar e assegurar o transporte dos alunos “mediante o reembolso da verba” pelo MEC.
Quanto a Vila Ruiva, no concelho de Cuba, os 15 alunos da escola local, que já tinham faltado às aulas na segunda-feira, repetiram o protesto, até porque “continuam sem saber qual é a nova escola para onde têm de ir”.
“O protesto vai manter-se durante toda esta semana, com os alunos a apresentarem-se diariamente na escola de Vila Ruiva, que o ministério mandou fechar”, disse à Lusa o presidente da junta de freguesia local, Raúl Amaro.
Segundo o autarca, “ficou decidido que as crianças não iriam para a escola de Vila Alva”, escolhida pelo Ministério, mas que “não é aceite pelos pais”.
“Na sexta-feira, vamos ter uma reunião para nova tomada de posição”, disse Raúl Amaro, explicando que as hipóteses são prolongar o protesto mais uma semana ou as crianças irem para a escola de Cuba “até que haja uma decisão sobre o recurso que vai ser apresentado” no âmbito da providência cautelar, ‘chumbada’ pelo Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Beja, contra o fecho do estabelecimento de ensino da aldeia.
Na segunda-feira, as 44 crianças de Vila Nova da Baronia (Alvito) inscritas no primeiro ciclo também faltaram às aulas, contra o fecho da escola, mas os alunos “já foram hoje para o centro escolar” da sede de concelho, confirmou à Lusa o presidente da câmara, António Valério.
O autarca revelou ainda que o município “já recorreu para o Tribunal Central Administrativo” da providência cautelar contra o fecho da escola, igualmente ‘chumbada’ pelo TAF de Beja.

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Correio Alentejo

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