Almodôvar. PSD justifica voto contra loteamento

O vereador do PSD na Câmara de Almodôvar, António Sebastião, votou contra o projeto do loteamento do Mártir Santo por considerar que este não cumpre com “a lei das acessibilidades”, revelam os social-democratas.

Em comunicado, o PSD de Almodôvar frisa que “o projeto apresentado continha pareceres técnicos desfavoráveis porque não cumpria a lei das acessibilidades”, tendo o vereador António Sebastião sugerido “que o projeto fosse alterado no sentido de cumprir toda a legislação obrigatória e então fosse presente novamente para aprovação”.

“A maioria não aceitou esta proposta do vereador do PSD e aprovou o projeto com esta ilegalidade”, acrescenta o PSD.

O comunicado laranja questiona ainda “qual a responsabilidade ou irresponsabilidade de aprovar um projeto desta forma, quando hoje, em tudo o que é possível, se produzem alterações no sentido de garantir acessibilidades iguais para todos”.

O PSD acusa ainda o executivo liderado pelo socialista António Bota de dizer “as mais gritantes mentiras à população” ao anunciar “que ainda este ano podem avançar com a construção de casas no local”.

Perante estas críticas e acusações, o presidente da Câmara de Almodôvar reconhece que

o loteamento “não cumpre as regras na questão da inclinação na acessibilidade em dois dos lotes”, garantindo que “na altura certa encontrar-se-á a solução” para o problema.

“Isso não é motivo para não aprovar o loteamento, mas obviamente que o senhor vereador [António Sebastião] está a querer atrasar as obras no concelho de Almodôvar e está felicíssimo com as situações que se traduzam num atraso significativo dessas obras”, afirma António Bota.

O autarca diz ainda que o avanço do loteamento do Mártir Santo “só peca por ser tardio”, considerando ser “estranho que o vereador Sebastião não tenha sensibilidade social” e esqueça “muito rapidamente” o impacto da pandemia na ação da Câmara Municipal e de todos os organismos públicos do país.

“O vereador está na oposição e não lhe agrada nada a ideia de nós podermos construir [o loteamento] e avançar”, conclui António Bota.

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Correio Alentejo

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