Aeroporto de Beja: José Queiroz defende que a EDAB terminou a missão e “não faz sentido”.

Aeroporto de Beja: José Queiroz defende que a EDAB terminou a missão e “não faz sentido”.

O presidente da Empresa de Desenvolvimento do Aeroporto de Beja (EDAB) defendeu hoje que a empresa devia ter sido extinta “há muito tempo”, porque terminou a missão e “já não tem objecto” e, por isso, “não faz sentido”.
“O que a EDAB tem defendido, e já expôs ao Governo, é que a empresa deve ser extinta e julgo que é essa a decisão que o Governo vai tomar”, disse José Queiroz, que ainda não foi “informado oficialmente” sobre a decisão do Executivo de Pedro Passos Coelho.
Segundo o responsável, a EDAB já devia ter sido extinta “há muito tempo”, porque “é uma empresa que já não tem objecto”, ou seja, conforme os estatutos, foi criada para construir o aeroporto de Beja, missão que já terminou.
“A empresa, estatutariamente, tinha que construir o aeroporto de Beja. Está construído. E a exploração do aeroporto de Beja foi entregue à ANA – Aeroportos de Portugal, ainda pelo anterior Governo”, lembrou.
Portanto, explicou, a empresa, actualmente, “completou o seu objecto” e “não tem mais nada [para fazer], não tem nenhum objecto relacionado com o aeroporto de Beja”.
José Queiroz lembrou que, inicialmente, chegou a admitir-se a hipótese de a exploração do aeroporto de Beja ser entregue à EDAB, o que “não aconteceu” e, por isso, a empresa, neste momento, “não faz sentido”.
A EDAB, que foi criada em 2000 com a missão de construir o aeroporto de Beja para permitir a utilização civil da pista militar da Base Aérea n.º 11, é detida em 82,5 por cento pelo Estado, através da Direcção Geral do Tesouro.
A Associação de Municípios do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral (AMBAAL), com 10 por cento, e a Associação Empresarial do Baixo Alentejo e Litoral (NERBE/AEBAL) são outros accionistas da EDAB.
A Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva (EDIA), a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDRA), a AICEP Global Parques e a Administração do Porto de Sines (APS), todas com 1,25 por cento, são os restantes accionistas da empresa.
Segundo José Queiroz, a construção do aeroporto de Beja, que custou “cerca de 3,5 milhões de euros”, começou em Abril de 2007 e o auto de recepção provisória da última empreitada, que marcou o fim oficial da obra, foi assinado “em meados de 2010”.

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