Adega de Vidigueira com forte crescimento

Adega de Vidigueira

Falar em Vidigueira é sinónimo de falar em bom vinho, o que é confirmado pelo forte crescimento que a Adega Cooperativa de Vidigueira, Cuba e Alvito (ACV) tem tido.
Foi assim em 2014, com 4,4 milhões de litros de vinho vendidos, e este ano de 2015 não fugirá à regra.
“Em 2014 o nosso volume de negócios foi de seis milhões de euros e este ano perspectivamos crescer qualquer coisa entre os 25 e os 30%. E isto à custa do mercado nacional! Ou seja, num cenário em que a região do Alentejo continua com uma quota de 40 e tal por cento dos vinhos engarrafados em Portugal, há um produtor – que somos nós – que consegue crescer quase 30% num ano. É muito”, sublinha com satisfação o presidente da direcção da ACV, José Miguel D’Almeida, 41 anos.
Depois de nas vindimas do último ano ter registado um volume recorde de uvas colhidas (na casa dos 9,5 milhões de quilos), a Adega da Vidigueira recebeu em 2015 oito milhões de quilos de uvas a partir dos 1.500 hectares de vinha dos seus mais de 300 associados.
Um número dentro da média dos anos anteriores e que garante uma produção de qualidade, dado o ano ter sido “bastante seco”.
“Os vinhos que temos provado até agora são bons e de qualidade, continuando na linha do que a adega tem feito nos últimos anos”, afiança José Miguel D’Almeida.
Para a nova campanha a ACV conta com duas novidades. Desde logo o “Vidigueira Alicante Bouschet 2014”, um tinto monocasta que já está no mercado.
E no próximo sábado, 28 de Novembro, chega aos consumidores o novo “Grande Escolha Reserva Tinto”, que passará a ser o topo de gama da adega.
“São vinhos com um perfil distinto, mas dois grandes tintos do Alentejo”, afirma o presidente da Adega.
Estes dois vinhos, assim como todo o vasto portefólio da ACV (dividido por uma viagem com seis “actos”, além de dois licorosos e outras tantas aguardentes), serão vendidos sobretudo no mercado português, que absorve quase toda a produção da marca.
“Continuamos a ter a consciência plena de que esta adega tem um grande potencial se tiver como objectivo chegar cada vez mais ao conhecimento e à mesa do maior número possível de portugueses. É uma posição polémica numa altura em que todas as empresas acham que se devem voltar para fora do país. Pois nós continuamos a apostar em Portugal”, justifica José Miguel D’Almeida.
Apesar desta opção, a Adega de Vidigueira não deixa de vender para o estrangeiro. Em 2014 as exportações representaram 2,5% do volume de vendas da cooperativa e este ano devem chegar aos “três ou quatro por cento”.
Canadá, Brasil, Cabo Verde, Angola e Bélgica são os mercados “estrategicamente selecionados” para onde a ACV envia os seus vinhos.
A assinalar 55 anos, a Adega de Vidigueira encara o futuro com grande ambição. E depois de entre 2012 e 2014 ter concretizado um investimento de 3,5 milhões de euros no reforço da sua capacidade de produção, a direcção da ACV já pensa em novas apostas.
“É fundamental que no quadro do Portugal 2020 tenhamos muita atenção a um investimento no domínio do enoturismo. E por necessidade vamos ter de voltar a crescer em termos produtivos. Porque se este crescimento se manter, vamos chegar a 2019 ou 2020 e ser demasiado pequenos para o mercado que já criámos. E aí vamos ter de voltar a crescer no campo da produção”, observa José Miguel D’Almeida.

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Correio Alentejo

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