PCP apresenta propostas para o distrito de Beja no OE 2027

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A ampliação do Hospital de Beja e a criação de uma plataforma logística junto ao Aeroporto de Beja são duas das propostas que o PCP vai apresentar para o distrito de Beja, no âmbito da discussão do Orçamento do Estado (OE) para 2027 na especialidade.

Em comunicado, a Direção da Organização Regional de Beja (DORBE) do PCP considera que “continua a falta de vontade em concretizar as infraestruturas indispensáveis para a melhoria da qualidade de vida e para a promoção do desenvolvimento da região”.

Por isso, acrescenta, o grupo parlamentar do PCP tem apresentado em sede de discussão do OE 2027 na especialidade “diversas propostas, umas com incidência específica no distrito e outras de âmbito nacional, mas com impactos na região”.

Nas propostas relativas ao distrito de Beja, os comunistas destacam, na área da saúde, a concretização da ampliação do Hospital de Beja e a reversão para a gestão pública do Hospital de São Paulo, em Serpa.

Já na agricultura, o PCP defende a criação de perímetros de rega sobre o circuito hidráulico de Póvoa-Amareleja e respetivo bloco de rega, enquanto na área das acessibilidades exige intervenções na EN 258 (troços Vidigueira-Moura e Moura-Barrancos) e na EN 386 (Amareleja-Barrancos), assim como a “conclusão total” do IP8 e a reabilitação urgente das EN 259, 121 e 260, a construção da variante a Moura, o alargamento da ponte sobre o Rio Ardila, e o prolongamento do IC27, com ligação de Alcoutim ao IP2, com passagem por Mértola.

A eletrificação e modernização da linha ferroviária do Alentejo, entre Casa Branca e Ourique, é outra das propostas do PCP, que quer também ver criada uma plataforma logística junto ao Aeroporto de Beja.

Os comunistas defendem ainda “a necessidade duma intervenção governamental junto da ANA para que realize investimentos no Aeroporto [de Beja] e o integre de forma plena na rede aeroportuária nacional”.

Já na área das autarquias locais, o PCP propõe um reforço em 20% do Fundo de Financiamento para a Descentralização para o setor da Educação, e a dotação de uma verba para financiamento do programa de recuperação/reabilitação de escolas, no âmbito do acordo setorial entre o Governo e a Associação Nacional de Municípios Portugueses e que envolve várias escolas do distrito.

Os comunistas defendem igualmente “o aumento da participação das freguesias de 2,5% para 3,5% na média referida na lei e com a permissão às freguesias de recurso ao crédito de médio e longo prazo”.

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