O PCP defende que o Governo deve apresentar um “esclarecimento cabal” sobre a escolha de Tancos para a instalação de uma escola de pilotos da Lufthansa, em detrimento de Beja.
Em comunicado enviado ao “CA”, a Direção da Organização Regional de Beja (DORBE) do PCP afirma que a possível instalação de uma escola de pilotos da Lufthansa em Tancos, num investimento de 500 milhões de euros, não deve “alimentar estéreis rivalidades regionais”.
Recorde-se que a opção de Tancos em detrimento de Beja foi criticada pela Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL) e pelo deputado do Chega eleito por Beja, António Carneiro.
Por sua vez, o deputado do PSD eleito por Beja, Gonçalo Valente, afiançou que a utilização permanente do espaço aéreo em Beja pela Força Aérea Portuguesa não era “compatível” com o projeto da Lufhtansa Tecnics.
O assunto levou também o antigo presidente da Câmara de Beja, o socialista Paulo Arsénio, a revelar, na sua página na rede social Facebook, que, em julho de 2025, uma comitiva da Lufthansa deslocou-se à cidade, informando que pretendia instalar em Portugal uma escola de pilotagem.
Para o PCP, “aquilo que se impõe é, em primeiro lugar, um esclarecimento cabal dos contornos deste anunciado projeto, incluindo sobre a sua natureza civil ou militar, os seus destinatários, as entidades envolvidas (portuguesas e estrangeiras), entre outros elementos”.
“É esse necessário esclarecimento que poderá fazer luz sobre as alegadas incompatibilidades do Aeroporto de Beja e que para já, e sem mais esclarecimentos, carecem de prova fundamentada”, pode ler-se.
No comunicado, os comunistas sustentam ainda que PS e PSD “têm pesadas responsabilidades no facto do Aeroporto de Beja e a infraestrutura existente não ter o devido aproveitamento e não ser colocada ao serviço da região e do país, tirando partido de todas as suas potencialidades”.
Para a DORBE do PCP, “a realidade em torno do Aeroporto de Beja confirma que a privatização e a entrega deste sector a multinacionais estrangeiras revelam-se mais cedo que tarde contrárias aos interesses e à economia nacional”.












