A Federação do Baixo Alentejo do PS veio a público reconhecer e valorizar o trabalho desenvolvido pela Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL), defendendo que todos os responsáveis políticos da região devem colocar “os interesses do Baixo Alentejo acima das conveniências partidárias”.
A posição dos socialistas surge depois do deputado do PSD eleito por Beja, Gonçalo Valente, ter acusado a CIMBAL de “profunda irresponsabilidade e falta de noção”, na sequência das críticas dos municípios ao Governo após Tancos ter sido escolhida para receber a nova escola de pilotos da Lufthansa, em detrimento de Beja, no âmbito do processo de privatização da TAP.
“A CIMBAL é um organismo que deveria servir os interesses do território e não se comportar como um braço armado do PS”, criticou o eleito laranja, em comunicado enviado ao “CA”.
Na resposta, o PS do Baixo Alentejo, liderado por Marcelo Guerreiro, frisa que a CIMBAL é uma “estrutura fundamental de representação dos municípios e de defesa dos interesses estratégicos da região”.
“Ao longo dos anos, a CIMBAL tem assumido uma posição ativa e determinada na reivindicação de investimentos essenciais para o desenvolvimento do Baixo Alentejo, independentemente dos governos em funções”, afirmam os socialistas em comunicado enviado ao “CA”.
Para o PS, “são exemplos concretos desse trabalho a defesa do Aeroporto de Beja e da instalação de uma escola de pilotos, reivindicação que remonta a 2018”, a “modernização e eletrificação da ferrovia”, a “concretização do IP8” ou “o acompanhamento do projeto de ampliação e requalificação do Hospital de Beja”.
“Mais recentemente, a CIMBAL assumiu também uma posição firme na defesa dos investimentos municipais perante a reprogramação dos fundos do Alentejo 2030”, acrescenta a Federação do PS, considerando que “este percurso demonstra uma intervenção consistente, que merece ser reconhecida e respeitada, mesmo quando as posições assumidas não são do agrado de todos”.
Nesse sentido, os socialistas afirmam que “que todos os responsáveis políticos da região têm o dever de colocar os interesses do Baixo Alentejo acima das conveniências partidárias”.
“As diferenças políticas são legítimas, mas não podem servir de pretexto para fragilizar as instituições que representam o território ou desvalorizar as suas reivindicações”, continua o PS, que acrescenta: “Não podemos ser exigentes quando governam uns e complacentes quando governam outros. A defesa do Baixo Alentejo exige coerência, coragem política e a mesma determinação perante qualquer Governo”.
Para os socialistas, “o Baixo Alentejo precisa de uma voz forte, de união em torno das suas prioridades e de responsáveis políticos comprometidos com o seu futuro”.
“Defender o Baixo Alentejo não é estar contra ninguém. É estar, sempre e em primeiro lugar, ao lado da região e das suas populações”, conclui o comunicado da Federação.












