O presidente da CCDR já disse que não, mas a possibilidade de o Alentejo vir a perder cerca de 700 milhões de euros no próximo pacote de fundos comunitários ainda é uma possibilidade. Que a acontecer será um sinal político inquietante sobre a forma como continuam a ser tratadas as desigualdades territoriais em Portugal.
O Alentejo permanece, ano após ano, como a região com indicadores socioeconómicos mais frágeis do país. Baixa densidade populacional, envelhecimento acentuado, menor rendimento médio, escassez de emprego qualificado e um tecido empresarial dominado por micro e pequenas empresas são realidades persistentes.
É nesse enquadramento que os fundos comunitários assumem um papel decisivo. Para o Alentejo, estes financiamentos não são complementares, são estruturais. Permitem modernizar infraestruturas, apoiar empresas locais, qualificar recursos humanos e fixar população. E é por isso que a mera possibilidade de retirar 700 milhões de euros deste contexto à luz de um aumento de rendimentos per capita “artificial” não é um mero pormenor.
Por isso, e se a coesão territorial é um princípio sério e não apenas retórico, então o Alentejo não pode ser penalizado numa altura em que mais precisa de apoio. Reduzir os fundos destinados à região não corrige desigualdades, mas sim aprofunda-as. E isso deveria preocupar todos, não apenas quem vive no Alentejo.

Obras de reparação nas piscinas municipais de Castro Verde
A Câmara de Castro Verde tem em curso trabalhos de reparação e beneficiação dos tanques exteriores das piscinas municipais, num investimento avaliado em 48.304,81 euros







