O deputado do PS eleito por Beja, Pedro do Carmo, que coordena o grupo parlamentar socialista na Comissão de Agricultura e Pescas, garante que haverá “um acompanhamento próximo e um escrutínio permanente” aos projetos previstos no âmbito da estratégia “Água que Une”, que incluem a expansão de 120 mil hectares de regadio.
No final de uma audição aos responsáveis da Federação Nacional de Regantes de Portugal, da Direção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural e da Empresa de Desenvolvimento de Infraestruturas de Alqueva, Pedro do Carmo “garantiu firmeza na exigência da concretização dos projetos agora definidos”.
“Independentemente do nome desta reestruturação para o país, enquanto deputados temos o dever de escrutinar e acompanhar. Queremos saber em que fase está. Como está. Que pequenos projetos estão parados. Porque que estão parados”, frisou o deputado socialista, citado em comunicado enviado ao “CA”.
De acordo com a nota, Pedro do Carmo sugeriu mesmo uma intervenção do ministro da Reforma do Estado, “já que estão em causa cerca de 300 propostas que exigem intervenção de diferentes áreas governativas, e a continuação do trabalho das entidades que fizeram parte do grupo de trabalho no sentido de monitorizarem a execução da estratégia”.
“É muito importante que este grupo de entidades continue a acompanhar e a monitorizar o plano que elaborou, para garantir a sua execução”, acrescentou.
Por outro lado, o deputado do PS explicou que algumas das propostas têm mais a ver com a área do Ambiente, nomeadamente com algumas estações de tratamento de águas (ETA), que não têm uma ligação direta com a Agricultura.
“A nós, enquanto Comissão da Agricultura, interessa-nos sobretudo como é que levamos a água, onde ela existe em períodos difíceis, para onde ela é necessária”, indicou.
Pedro do Carmo congratulou-se igualmente com “a conquista que representa a ligação da barragem do Roxo ao Monte da Rocha, uma intervenção estruturante, bem como a ligação à barragem de Santa Clara e os reservatórios que impedem desperdício de água”, alertando “para a existência de centrais elétricas que estão avariadas e de reservatórios que têm de ser recuperados, nomeadamente no concelho de Odemira”.









