Nas últimas semanas, tem sido um “fartote” de chuva. A precipitação registada tem feito ribeiras e riachos correr como há muito não se via, ensopando campos agrícolas e aumentando os níveis de água armazenada em grande parte das barragens e albufeiras.
Num território em que não há muito tempo apenas se falava de seca e mais seca, o atual cenário dos campos é bonito de se ver. Mas também leva a uma preocupação legítima por parte de (quase) todos: que pena é ver tanta água correr ribeira abaixo sem ser minimamente aproveitada até chegar ao mar…
Há vários anos que associações agrícolas, empresários ligados ao setor e até autarcas defendem a necessidade de, em territórios como o nosso, se tirar maior proveito da chuva que cai, muitas vezes escassa mas, ocasionalmente, com abundância.
A solução passaria, necessariamente, pela criação de uma rede de pequenas barragens/albufeiras e açudes, que pudessem armazenar parte do caudal que se perde ao longo de rios e ribeiras e, posteriormente, utilizar essa água para sustentar o gado, alimentar colheitas e até garantir o abastecimento de populações.
Mas apesar de todos reconhecermos a necessidade desta solução, certo é que pouco ou nada se tem feito nesse sentido por parte dos sucessivos governos, muitas vezes “escudados” pela conhecida “aversão” de Bruxelas relativamente a investimentos desta natureza.
Certo é que os anos vão passando, os períodos de seca vão-se avolumando e, quando chove, não há maneira de ficarmos com grande parte da água que cai dos céus. Será assim até quando?

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