Linha Casa Branca-Beja. Distrital de Beja do PSD e presidente da CIMBAL trocam críticas

Comboio - Beja

A Distrital de Beja do PSD Beja critica o presidente da CIMBAL por direcionar para o Governo e não para a CCDR do Alentejo o descontentamento pela redução do financiamento para requalificar a linha ferroviária Casa Branca-Beja, mas António José Brito considera que os sociais-democratas optaram “por desviar atenções do essencial”.

Em comunicado, a Comissão Política Distrital de Beja do PSD expressa a sua “profunda insatisfação e indignação com a instrumentalização que está a ser feita pelo presidente da CIMBAL [Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo] relativamente à informação sobre o financiamento para a modernização da Linha Ferroviária Casa Branca–Beja”.

O projeto “teve uma redução de 60 milhões de euros feita pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo”, lembram os sociais-democratas, realçando que “a Infraestruturas de Portugal (IP) já condenou” esta “decisão unilateral”.

Para a Distrital do PSD, “todo este cenário torna-se ainda mais preocupante porque, diante de um corte desta magnitude, cuja resolução foi tomada pela CCDR (a autoridade de gestão regional), a principal exigência de António José Brito foi direcionada ao Ministério das Infraestruturas”.

Mas este Ministério “nada teve a ver com esta decisão”, argumentou a estrutura social-democrata, considerando tratar-se de uma “atitude particularmente grave” do presidente da CIMBAL.

“Direciona publicamente o descontentamento para o Governo, desviando o foco do verdadeiro problema e minimizando a controvérsia gerada pela decisão da CCDR, que é liderada por outro socialista, António Ceia da Silva”, realça.

Em resposta ao comunicado dos sociais-democratas, António José Brito lamenta que o PSD “opte por desviar atenções do essencial, aparentemente desconhecendo o enquadramento total” das suas declarações, e disse compreender “a defesa do Governo que é feita pelo PSD”, embora considere que “não é a luta partidária” que interessa “neste e noutros pontos”.

“O que afirmei e volto a afirmar é que o Ministério das Infraestruturas (que tem a tutela da empresa IP) terá de clarificar como vai ser resolvido este problema, nomeadamente como vai ser reposta a parte relevante que agora perdeu dotação. Partimos do pressuposto que o Ministério das Infraestruturas terá capacidade para ‘dialogar’ e ‘articular’ com o Ministério do Planeamento e Coesão, que tem a tutela das CCDR e do Alentejo 2030”, insiste.

Entre outros argumentos, o presidente da CIMBAL alude ainda à importância da eletrificação da linha Casa Branca-Beja, projeto “absolutamente fundamental para a região” e que “está muito atrasado”, o que “é responsabilidade dos vários governos”, mas que “não pode continuar a ser sucessivamente adiado e marcado por incertezas”.

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