Câmara de Aljustrel critica Governo por falta de apoio aos danos dos incêndios no concelho

A Câmara de Aljustrel contesta a resolução do Conselho de Ministros, de 28 de agosto, por esta não contemplar os danos decorrentes dos incêndios acontecidos no concelho nos meses de junho e julho.

“Foi com total perplexidade que esta autarquia recebeu esta resolução que, afinal, abrange apenas os grandes incêndios ocorridos no território nacional entre 26 de julho e 27 de agosto”, frisa em comunicado a autarquia.

Segundo o município, não existe um “critério explicitado para a definição desta ‘janela temporal’, que discrimina negativamente o concelho de Aljustrel, que é um dos territórios do país com mais área ardida em 2025”.

Nesse sentido, a Câmara de Aljustrel contestou, por escrito, a decisão do Governo junto do Ministério da Administração Interna, esperando a sua revisão e que seja alargado “o período de abrangência da referida resolução, para que os lesados pelos incêndios no concelho “possam ser abrangidos pela mesma, repondo a justiça neste processo que já tanto sofrimento causou aos produtores locais e população do concelho, maioritariamente da aldeia do Carregueiro”.

A autarquia refere ainda que estes incêndios “devastaram mais de 1.200 hectares”, afetando “produtores agrícolas, pecuários e florestais que devem receber, de igual forma, as medidas de apoio e de mitigação do impacto dos incêndios rurais no ano de 2025”.

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Correio Alentejo

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