A Câmara de Mértola reitera ser “frontalmente contra” a possível deslocalização do campo de tiro militar de Alcochete para o concelho, garantindo que até à data “continua sem receber qualquer novo esclarecimento ou informação adicional por parte do Governo”.
Em comunicado enviado ao “CA”, a autarquia liderada pelo socialista Mário Tomé afirma que, desde fevereiro, quando foi noticiada a possível mudança do campo de tiro de Alcochete para Mértola devido às obras do novo Aeroporto de Lisboa, “encetou várias diligências junto de diversas entidades governamentais”.
Na altura, revela, foi recebida apenas uma resposta do gabinete do Ministro da Defesa Nacional, “datada de 18 de fevereiro, na qual se indica que não existe, até ao momento, qualquer decisão tomada relativamente à localização desta infraestrutura e que, numa fase posterior, as autarquias abrangidas seriam contactadas”.
Ora “volvidos quase cinco meses, essa auscultação à autarquia de Mértola não aconteceu”, lamenta o município, que “reafirma a total ausência de envolvimento e desconhecimento sobre qualquer processo de decisão e reitera a sua preocupação com os impactos sociais, ambientais e económicos que um projeto desta natureza poderá representar para o território”.
Câmara de Mértola “considera inaceitável que se continue a falar de uma possível deslocação do Campo de Tiro de Alcochete para o interior do Alentejo sem o mínimo de diálogo institucional com as autarquias e populações potencialmente afetadas”.
A Câmara de Mértola lamenta ainda “o silêncio das entidades competentes e considera inaceitável que se continue a falar de uma possível deslocação do Campo de Tiro de Alcochete para o interior do Alentejo sem o mínimo de diálogo institucional com as autarquias e populações potencialmente afetadas”.
No comunicado, a autarquia mertolense reafirma “a sua posição e continua frontalmente contra qualquer cenário que represente a transferência de atividades militares com elevado impacto para uma área de reconhecido valor ambiental e cultural”.
“Qualquer decisão sobre o território deve ser precedida de um amplo debate público, envolvendo os municípios, a sociedade civil, as comunidades locais e as entidades ambientais e científicas”, advoga a Câmara Municipal, considerando que “só assim se poderá garantir que os princípios da sustentabilidade, da coesão territorial e do desenvolvimento equilibrado sejam respeitados”.
Por isso, conclui o comunicado, a Câmara Municipal “continuará atenta, disponível para o diálogo e exigente na defesa dos interesses do concelho e da sua população”.








