Câmara de Mértola avança com ligação transfronteiriça até ao Pomarão

A Câmara de Mértola vai investir quase 6,6 milhões de euros na requalificação do Caminho Municipal (CM) 1153 até à aldeia do Pomarão, transformando-o numa ligação transfronteiriça, num projeto considerado “estratégico” para o futuro do concelho.

“Este projeto representa muito, podendo ser um momento de viragem para Mértola”, assume ao “CA” o presidente da autarquia, Mário Tomé.

Segundo o eleito socialista, “é fundamental [para Mértola] ter uma ligação transfronteiriça em condições para atrair pessoas que estão a uma distância menor que Lisboa, caso de Huelva e de Sevilha”.

“Essas pessoas estão a hora e meia de caminho [de Mértola], mas o que acontece é que a estrada para quem vem de Espanha até ao Pomarão é internacional, com esse perfil, mas depois entra-se no concelho e encontram uma estrada sem quaisquer condições”, justifica.

“Este projeto representa muito, podendo ser um momento de viragem para Mértola”, assume ao “CA” o presidente da autarquia, Mário Tomé.

O projeto da Câmara de Mértola, já em fase de concurso público internacional, está avaliado em 6.598.500 euros, tendo como principal intervenção o alargamento do CM 1153 num troço de 10 quilómetros, que será dimensionado para duas faixas de rodagem, de 2,75 metros cada, e respetivas bermas.

Os restantes troços entre Mértola e o Pomarão, integrados nas estradas Nacional (EN) 265 e Municipal (EM) 514 serão igualmente alvo de requalificação e beneficiação.

De acordo com Mário Tomé, as obras beneficiarão diretamente as populações de Picoitos, Alves, Tamejoso, Fernandes e Monte Alto, mas será, sobretudo, uma “mais valia transversal a todo o concelho”.

Por não existir financiamento comunitário disponível para este tipo de empreitadas, a Câmara de Mértola contraiu um empréstimo para o efeito, “já visado pelo Tribunal de Contas”.

“Estamos neste momento em fase de concurso público e contamos, dentro do primeiro semestre de 2025, iniciar uma obra que, repito, pode ser uma mudança total para Mértola e que nos permitirá projetar um tipo de desenvolvimento completamente diferente”, frisa Mário Tomé.

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Correio Alentejo

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