Depois de as famílias darem a educação básica e ensinarem o sentido de responsabilidade e respeito aos seus filhos, a escola deve, sem outros obstáculos e sem outros desvios, preparar os alunos para a vida dotando-os de capacidades e conhecimentos. Infelizmente, face às crescentes responsabilidades que lhe são atribuídas, pela dispersão de objectivos e por ter uma reacção mais lenta relativamente às repentinas mudanças sociais e familiares, a escola tem vindo a divergir do seu verdadeiro propósito.
Sem menosprezar outros factores, parece-me que a escola pública se debate com um problema que carece de um tratamento urgente: a indisciplina. E por indisciplina entenda-se a falta de respeito pela autoridade do professor e pela integridade física e psicológica de todos os agentes educativos; o boicote ao direito à educação dos demais colegas; a falta de articulação entre a educação na família e o ensino na escola; a desvalorização da escola enquanto organização educativa incontornável no processo de crescimento de todos os cidadãos.
Estas ausências de consideração e importância levarão à fragilização dos alicerces da vida em sociedade e terão implicações na qualidade da nossa democracia.
A indisciplina é o amianto social que cobre as nossas escolas. Faça-se um levantamento urgente e actue-se em conformidade.

Nadadora de Aljustrel sagra-se vice-campeã nacional de juniores
A jovem Catarina Moreira Fernandes, de apenas 17 anos e nadadora da secção de natação do Centro Republicano de Instrução e Recreio Aljustrelense (CRIRA), de Aljustrel,







