Vila de Alvalade "regressa" ao tempo da Idade Média

Vila de Alvalade "regressa"

A vila de Alvalade, no concelho de Santiago do Cacém, vai "viajar" no tempo até à época medieval entre esta sexta-feira e domingo, dias 19 a 20, com figurantes e a população trajados a ‘rigor’, cortejos, mercado de rua e torneios a cavalo.
Toda esta animação faz parte da edição deste ano do Alvalade Medieval, feira que assinala os 504 anos da atribuição do Foral Manuelino à vila, organizada por uma comissão formada por instituições locais, de entre as quais a Junta de Freguesia.
A iniciativa, apoiada pela Câmara de Santiago do Cacém, espera “milhares de visitantes” ao longo dos três dias e integra recriações históricas, cortejo régio, demonstrações de armas, danças renascentistas, exposição de artefactos bélicos e espectáculos de malabares de fogo.
Trata-se de “um dos maiores eventos em termos de visitantes no Alentejo Litoral”, realça o presidente da Câmara, Álvaro Beijinha, explicando que a feira tem impacto para “a promoção da freguesia e do município em termos turísticos, culturais e até artísticos”.
“Este evento acaba por ser um reflexo daquilo que é a localidade, as suas gentes, a sua história, o seu património, indo às raízes históricas e transportando-as para a realidade actual”, afirma.
Uma das novidades do programa deste ano é o mercado rural que, mensalmente, anima a vila e que até domingo vai estar em permanência na feira, com toda a envolvência medieval.
“São pequenos produtores da região, que vendem produtos que não se encontram facilmente nas lojas”, explica o presidente da Junta de Freguesia, Rui Madeira.
O certame vai também, apresentar duas exposições: “Pedras com História”, acerca da arqueologia de Alvalade, e “Descobrir o Passado Longínquo e Próximo no Presente”, concebida pelos alunos do Agrupamento de Escolas de Alvalade.
Outra das atracções vai ser o espectáculo equestre “O Unicórnio”, no sábado à noite, a cargo da companhia Vivarte e concebido “com recurso ao imaginário tardo-medieval”, tendo como tema “o combate entre o bem e o mal”, segundo a organização.
Pela primeira vez, a feira vai ainda contar com uma rua ‘dominada’ pelos habitantes e visitantes mais novos: “A Rua de Lisboa vai ser dedicada aos mais pequenos, só com iniciativas para as crianças”, explica Lénia Machado, da comissão organizadora.
Segundo o presidente da Câmara, um dos aspectos mais significativos do Alvalade Medieval é o facto de a iniciativa ser feita “quase a 100% com voluntariado, com pessoas da terra e até algumas que vêm de fora colaborar e ajudar”.
Com muita animação pelas ruas, a feira envolve um investimento que “ronda os 50 mil euros”, diz à Agência Lusa fonte do Município, e, anualmente, envolve toda a população, com os habitantes a optarem por “usar trajes como se estivessem na época medieval”.

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Correio Alentejo

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