Treinadores não gostam das bolas do campeonato distrital da 1ª divisão

Treinadores não gostam das bolas do campeonato distrital da 1ª divisão

Foram uma das novidades da época 2011-2012, mas as bolas oficiais das competições organizadas pela Associação de Futebol de Beja (AFB) estão longe de “encherem as medidas” a grande parte dos treinadores do campeonato distrital da 1ª divisão.
Fornecidos pela marca Strike, os modelos “Orlando” (para relvados) e “Michigan” (para pelados e futebol de sete) são criticados por terem pouca qualidade e não favorecerem o espectáculo nos campos de futebol do distrito.
“Os jogadores e as equipas terem de jogar com bolas que foram escolhidas por pessoas que estão sentadas numa cadeira e, eventualmente, nunca deram um pontapé na ‘redondinha’ é complicado. Acho que a iniciativa foi positiva, mas a escolha não foi feliz”, diz ao “CA” Francisco Fernandes, treinador do líder do campeonato, o FC Castrense, que realiza as suas partidas em casa num campo relvado.
O mesmo sucede com o Desportivo de Beja, onde o jogador-treinador da equipa também reconhece que as bolas “podiam ser melhores” e acabam por não “favorecer o espectáculo”.
“Poderão ter alguma qualidade quando são novas, mas a partir do momento em que começam a ser batidas e utilizadas vão-se degradando e muito”, frisa Nelson Teixeira.
Os reparos às bolas escolhidas pela AFB continuam quando trocamos os relvados naturais pelos mais recentes sintéticos.
“A bola não rola, salta muito… Se a qualidade do futebol já não é muito boa, quando a bola não ajuda mais complicado ficam as coisas”, sublinha Fernando Piçarra, do Vasco da Gama.
“A nossa impressão não é globalmente muito positiva, mas também não é negativa”, contrapõe Fernando Candeias, do Milfontes, que sempre vai acrescentando: “A ideia inicial de todos os clubes disporem da mesma qualidade de bolas faz algum sentido. Mas foi pena só terem sido consultadas as direcções e não os treinadores ou os jogadores”.
As opiniões mais favoráveis às bolas oficiais dos campeonatos da AFB acabam por vir dos técnicos que trabalham nos cada vez mais raros campos pelados. Mas até aí há quem aponte defeitos aos esféricos!
“Temos consciência de que as bolas podiam ser melhores, se bem que as de relva até não são más de todo. Agora as bolas de pelado são muito ‘ruinzinhas’! É uma bola que fica muito oval, foge muito… Podia ter outra qualidade”, afirma Careca, treinador do Panóias.
Bem mais elogioso é o seu homólogo do Rosairense!
“Foi uma boa iniciativa da AFB. É que nos anos passados havia clubes com bolas belíssimas e outros com bolas em que parecíamos estar a jogar no tempo do Eusébio. Assim, equilibrou-se a qualidade das bolas. E no nosso caso, como trabalhamos mais com bolas de pelado, não temos razões de queixa”, garante David Guerreiro, que apenas aponta o facto do preço das bolas ser relativamente exagerado.
Contactado pelo “CA”, o presidente da AFB mostrou-se surpreendido com as críticas apontadas pelos técnicos às bolas utilizadas no “Distritalão”.
“Para mim isso é uma novidade. Não temos indicação de nenhum clube que esteja descontente com as bolas”, assegura José Luís Ramalho, lembrando que na última assembleia-geral da associação, no passado mês de Dezembro, “ninguém se queixou” da situação.

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Correio Alentejo

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