Subida histórica do Castrense “B”

Subida histórica

O dia 3 de Junho foi épico para a equipa B do FC Castrense: depois de ter estado a perder por 1-3, a formação verde-e-negra deu a volta ao jogo no terreno do Amoreiras-Gare e ganhou por 4-3.
No final a festa foi de arromba, uma vez que este triunfo (conciliado com a derrota do FC São Marcos no terreno do campeão Cabeça Gorda) permitiu ao FC Castrense B alcançar a segunda posição na fase final da 2ª divisão distrital e tornar-se na primeira equipa B do distrito a garantir a subida à 1ª divisão da Associação de Futebol de Beja.
“Esta subida dá-nos uma sensação de grande orgulho, alegria e satisfação por termos o dever cumprido”, revela ao “CA” o técnico da equipa, Francisco Neves, para logo dedicar o feito a Cláudio Mota, jogador da equipa que faleceu no passado mês de Novembro vítima de um acidente de automóvel.
“Dedicamos-lhe esta subida de corpo e alma, pois o seu desaparecimento foi um rombo muito grande para nós. Mas unimo-nos mais e estivemos nesta ‘guerra’ até ao fim sempre com o Cláudio no pensamento. E esteja lá onde estiver, de certeza que ele nos deu uma ajuda”, diz.
A histórica subida do Castrense B ao “Distritalão” (a segunda no clube este ano, depois da promoção da equipa principal ao Campeonato de Portugal) surpreendeu muita gente no meio… mas não o treinador da equipa.
“Um dos nossos grandes objetivos era tentar ganhar a Taça [de Honra] – fomos à final –,chegar à segunda fase e tentar subir. Tínhamos consciência que tínhamos uma boa equipa, com valor e eram esses os objectivos, sabendo de antemão que havia outros clubes na luta e com responsabilidades maiores que o Castrense B”, reconhece Francisco Neves.
Ainda assim, foi o Castrense B que subiu. Um feito alcançado à custa de “muito trabalho, muita disciplina e do valor dos jogadores”, vinca Francisco Neves, apontando ainda o outro “trunfo” da equipa: a camaradagem que existe no balneário.
“Temos um grupo unidíssimo, como uma família. E aos sábados, quando acabavam os jogos, íamos todos festejar e conviver um bocadinho. Isso faz com que a união seja ainda maior e também é um trunfo”, acrescenta.

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Correio Alentejo

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