Sindicatos elogiam regresso da Coudelaria de Alter ao Estado

Sindicatos elogiam regresso

A Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS) considerou esta sexta-feira, 22, que tinha “total razão” quando defendeu que a Coudelaria de Alter do Chão, no Alentejo, deveria ficar sob a tutela do Estado.
“A anunciada decisão da ministra da Agricultura, do regresso à tutela do Estado da Coudelaria de Alter, veio dar total razão à FNSTFPS”, lê-se num comunicado enviado à Agência Lusa.
A Federação lembra ter considerado um “atentado ao interesse público e aos direitos dos trabalhadores” a “transformação”, em 2007, do Serviço Nacional Coudélico (onde estava integrada a coudelaria) numa fundação.
A FNSTFPS observa que a fundação, que geria a Coudelaria de Alter do Chão, chegou ao “descalabro” do ponto de vista financeiro, com um “elevadíssimo” défice, tendo colocado “em causa” os salários dos trabalhadores.
Para a FNSTFPS, o modelo que existia (fundação) não preservou o interesse público, nem o futuro dos trabalhadores foi acautelado.
“Nem o interesse público foi preservado, a avaliar pelas dívidas cujo pagamento o Estado vai ter de suportar, nem o futuro dos trabalhadores foi devidamente acautelado, já que agora, de novo, se coloca a questão da sua transição para um novo serviço”, lê-se no documento.
A FNSTFPS recorda que, na altura em que ocorreu a transformação do Serviço Nacional Coudélico numa fundação, alertou que esse modelo “nunca teria êxito”, já que as entidades privadas co-fundadoras estavam “mais apostadas em retirar lucro fácil” e “menos em investir” naquele projecto, que apelida como “mais turístico do que científico”.
Com o regresso da gestão da Coudelaria de Alter do Chão para o Estado (Companhia das Lezírias e Direcção Geral de Alimentação e Veterinária), a estrutura sindical defende ser “indispensável” que a estabilidade de emprego dos trabalhadores da fundação “não seja posta em causa”.
“Todos eles deverão ser integrados na Direcção Geral de Alimentação e Veterinária em regime de contrato de trabalho em funções públicas”, defende.
A FNSTFPS já solicitou uma reunião à ministra da Agricultura, Assunção Cristas, para discutir este assunto.

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Correio Alentejo

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