Serpa contesta fecho do Serviço de Urgências

Serpa contesta fecho

A Câmara de Serpa contestou a decisão do Governo de fechar as urgências do hospital local durante a madrugada, a partir de Fevereiro, acusando o executivo de "destruir as condições de vida das populações".
O fecho do Serviço de Urgência Avançada (SUA) do Hospital de S. Paulo, entre as 00h00 e as 08h00, foi comunicado no final de 2012 à Câmara de Serpa pela Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA), explica o município, numa tomada de posição sobre o assunto enviada à agência Lusa.
Na tomada de posição, aprovada por unanimidade na última reunião de câmara, a autarquia refere que a decisão surgiu após a "reavaliação" feita pela ULSBA ao SUA e baseou-se no argumento de que "não há movimento" que justifique um serviço de urgências 24 horas por dia no Hospital de S. Paulo.
"Estão confirmados, assim, os nossos piores receios no que diz respeito ao Hospital de Serpa e à perda das suas valências", lamenta o município.
Segundo a autarquia, não só "nunca chegou a ser constituído" o Serviço de Urgência Básica (SUB) previsto para o hospital, como também, agora, “nem o atual SUA vai continuar".
Após o fecho do SUA entre as 00h00 e as 08h00, as situações de urgência que vierem a ocorrer na área de abrangência do hospital de Serpa naquele período "passam a ser encaminhadas para o Hospital de Beja", refere o município.
Tal implicará um "percurso sempre superior a 30 quilómetros, com escasso e dispendioso transporte público, para uma população maioritariamente constituída por idosos dependentes e vulneráveis económica e socialmente", lamenta a autarquia.
"Pouco a pouco", foi sendo retirada "a maior parte dos serviços essenciais" do Hospital de S. Paulo, que, além do concelho de Serpa, abrange os concelhos de Mértola, Moura e Barrancos, lamenta o município.
Na tomada de posição, a Câmara de Serpa diz ainda que "não aceita esta política que está a acabar com o interior do território e a destruir as condições de vida das populações".

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Correio Alentejo

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