Santiago do Cacém contesta mega-agrupamentos escolares

Santiago do Cacém contesta

A Câmara de Santiago do Cacém é contra a criação de dois “mega-agrupamentos” escolares no concelho, considerando que representa uma “afronta” à autonomia das escolas.
A autarquia do Litoral Alentejano entende que o Ministério da Educação e Ciência (MEC) tomou uma decisão “unilateral” e declarou que irá opor-se “com todos os meios que estiverem ao seu alcance” à agregação de escolas no concelho.
Em comunicado enviado à Agência Lusa, a Câmara Municipal de Santiago do Cacém considera que a reorganização da rede escolar do concelho representa uma “afronta à autonomia” dos estabelecimentos de ensino e que a sua implementação “irá comprometer o já periclitante equilíbrio em que se encontram as escolas e, seguramente, o próximo ano lectivo”.
Há duas semanas, o MEC anunciou a criação de 67 novos agrupamentos escolares no país, resultantes da reorganização da rede escolar.
Em Santiago do Cacém, o Agrupamento de Escolas da cidade irá agregar-se à Escola Secundária Manuel da Fonseca, ficando com cerca de 1.500 alunos, enquanto o Agrupamento de Escolas da freguesia de Vila Nova de Santo André se irá juntar à Escola Secundária Padre António Macedo, totalizando quase 1.390 alunos.
O Município considera que se trata de uma medida “claramente economicista”, com vista à “diminuição de docentes e não docentes e aumento do número de alunos por turma”, que terá reflexos negativos na “qualidade das aprendizagens” e provocará “recuos significativos no combate ao insucesso e abandono escolar”.
No Litoral Alentejano, foram criados novos agrupamentos escolares também em Alcácer do Sal (1.345 alunos), Grândola (1.762) e Odemira (1.048).

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Correio Alentejo

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