A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo vai a votos no próximo dia 12 de janeiro e tudo aponta para que o socialista Ricardo Pinheiro, antigo autarca de Campo Maior, seja o escolhido para suceder a António Ceia da Silva na presidência deste organismo.
É o próprio atual deputado do PS eleito por Portalegre quem assume, em declarações à Agência Lusa, ter “o apoio dos dois partidos para a candidatura à presidência” da CCDR do Alentejo, que ainda não formalizou.
“Estou a preparar a documentação necessária para formalizar a candidatura”, indica Ricardo Pinheiro, que foi secretário de Estado do Planeamento no XXII Governo (que vigorou entre 26 de outubro de 2019 e 30 de março de 2022), presidido por António Costa.
Antes foi presidente da Câmara de Campo Maior, entre 2009 e 2019, além de ter presidido a Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA).
As eleições para as cinco CCDR do país motivaram um acordo entre o PSD e o PS para dividir as presidências destes organismos, com os sociais-democratas a ficar com o Norte e Centro e os socialistas com Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve.
O entendimento entre sociais-democratas e socialistas prevê igualmente, no caso da CCDR do Alentejo, que o PS eleja o vice-presidente escolhido pelos autarcas e que o vice-presidente a eleger pelo Conselho Regional seja indicado pelo PSD.
Desta forma, Aníbal Reis Costa, antigo autarca de Ferreira do Alentejo e atual vice-presidente da CCDR do Alentejo, volta a ser candidato ao cargo.
“Confirmo que fui indicado para submeter-me à eleição para a vice-presidência da CCDR pelos autarcas”, revela o próprio, também citado pela Agência Lusa.
De acordo com o diploma do secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvério Regalado, publicado em Diário da República a 12 de dezembro, e já promulgado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a eleição indireta dos presidentes das CCDR terá lugar a 12 de janeiro de 2026, “em reunião de assembleia municipal que pode ser convocada especificamente para esse fim, em simultâneo e ininterruptamente em todas as assembleias municipais”.
No mesmo dia decorrerá também a eleição indireta para um vice-presidente das CCDR, a cargo dos municípios, “nas instalações das comunidades intermunicipais e das áreas metropolitanas, em simultâneo e ininterruptamente em todas as comunidades intermunicipais e áreas metropolitanas”.
As eleições para as CCDR de 12 de janeiro irão marcar um novo ciclo nestas estruturas desconcentradas do Estado, que no âmbito da recente reforma administrativa aprovada pelo Governo da AD passarão a contar com um presidente, eleito por presidentes de câmara, assembleias municipais e juntas de freguesia, e mais dois vice-presidentes eleitos, um pelos presidentes das câmaras e outro pelos membros do conselho regional.
A estes juntam-se ainda cinco vice-presidentes, que serão nomeados pelo Governo para as áreas da Educação, Saúde, Cultura, Ambiente e Agricultura.












