Rede secundária do Alqueva vai ser gerida pela EDIA

Rede secundária do Alqueva

O Governo vai concessionar a rede secundária do Alqueva à EDIA até 2020, pois quer consolidar o funcionamento das infra-estruturas para aferir o melhor modelo de gestão.
Num comunicado enviado à Agência Lusa, a Secretaria de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural informa que "o Governo vai proceder à formalização do contrato de concessão da rede secundária do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva com a Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva (EDIA) pelo prazo de sete anos".
A rede secundária do Alqueva é constituída pelas infraestruturas de distribuição de água entre as albufeiras do sistema global de rega e a entrada das explorações agrícolas situadas nos perímetros de rega.
Segundo a Secretaria de Estado, "só depois da conclusão de todas as infra-estruturas", prevista para 2015, e "subsequente período de consolidação do seu funcionamento, estará disponível o quadro de indicadores necessários para aferir do melhor modelo para prosseguir com a gestão, a exploração, a manutenção e a conservação do empreendimento".
"A concessão pelo prazo de sete anos, isto é, até 2020, garantirá um período de consolidação adequado, fundamental para a gestão da garantia das obras, a estabilização tendencial do tarifário e a percepção e optimização do funcionamento do empreendimento na sua plenitude, visando a sua efectiva contribuição e integração das diversas valências no desenvolvimento sustentado da região", explica o Governo.
Esta decisão governamental acabou por surpreender o presidente da Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo (FAABA)!
“É uma surpresa”, uma vez que, recentemente, “foi aprovada pelo Governo uma recomendação para a gestão dos perímetros de rega da rede secundária pelas associações de regantes”, considerou Manuel Castro e Brito em declarações à Agência Lusa,
E, agora, continuou, “aparecem a dizer que durante todos estes anos é a EDIA que faz a gestão. Pensamos que isso não traz nada de bom, nem de positivo, para a agricultura”.

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Correio Alentejo

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