O autarca socialista de Beja disse esperar que os novos ministros tenham “capacidade técnica” e “poder de intervenção muito forte” para enfrentarem os “desafios” e a “contestação” mas mostrou-se surpreendido com algumas escolhas, como para a Agricultura.
“Espero que todos os ministros tenham uma capacidade técnica acrescida e poder político, porque, na fase em que estamos, os desafios e as exigências são muito grandes”, disse à Lusa o presidente da Câmara de Beja, Jorge Pulido Valente, após ter sido conhecida a lista dos 11 ministros do novo Governo de coligação PSD/CDS-PP.
Segundo o autarca, na actual situação do país, os novos ministros “têm que ter um conhecimento muito profundo dos assuntos”, porque “é preciso trabalho muito depressa e bem” e “não têm tempo para aprender”.
Por outro lado, frisou, os novos ministros têm que ter “uma capacidade e um poder de intervenção política muito forte”, porque “vai haver muita contestação às medidas que é necessário implementar”.
“As expectativas são altas. Vamos ver se a nova equipa corresponderá ou não”, disse o autarca, mostrando-se, no entanto, “surpreendido com a atribuição de algumas pastas”, como a da Agricultura, à democrata cristã Assunção Cristas, e a da Saúde, a Paulo Macedo.
Segundo Jorge Pulido Valente, a atribuição das pastas da Agricultura e da Saúde, respectivamente a Assunção Cristas e Paulo Macedo, “parecem obviamente desajustadas”, porque “são duas pessoas que não conhecem os respectivos dossiês como deveriam”.
Jorge Pulido Valente mostrou-se “satisfeito” com a escolha do economista Carlos Moedas, natural de Beja e cabeça de lista do PSD eleito pelo distrito, para o cargo de secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro.
“Fico satisfeito, já que vamos ter um interlocutor privilegiado no Governo para apresentar as nossas reivindicações”, disse, referindo que Carlos Moedas “vai estar numa posição chave e ter poder dentro do Governo para resolver as suas promessas eleitorais”.
Por outro lado, “estou decepcionado, porque Carlos Moedas não vai honrar o compromisso de assumir o cargo de deputado, mas como secretário de Estado terá maior capacidade de intervenção em termos daquilo que são os interesses do Baixo Alentejo”, disse.
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